Pesquisa da Mcafee afirma que um mesmo autor está por trás de invasão que afetou mais de 70 organizações e governos

A empresa de segurança em informática Mcafee afirmou nesta quarta-feira que um mesmo ciberataque invadiu os sistemas de mais de 70 governos e entidades de todo o mundo, de acordo com uma pesquisa realizada durante cinco anos. Entre as vítimas estariam a Organização das Nações Unidas (ONU), o governo dos Estados Unidos e o Comitê Olímpico Internacional (COI).

De acordo com a Mcafee, um mesmo autor está por trás do ciberataque global que afetou governos, multinacionais e organizações sem fins lucrativos nos últimos cinco anos.

Segundo a empresa, trata-se de um ataque "altamente sofisticado" que parece ter sido promovido por um órgão governamental. No entanto, a empresa se recusou a dizer qual país seria suspeito.

"Não estamos apontando o dedo para ninguém, mas acreditamos que (o autor) seja uma nação", afirmou Dmitri Alperovitch, vice-presidente da divisão de análise de ameaças da Mcafee, em entrevista ao jornal americano The New York Times.

A ONU teria sido vítima de 49 dos 72 ataques cometidos. Outros afetados foram governos e organizações de países como EUA, Canadá, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Índia, Japão, Suíça, Reino Unido, Indonésia, Dinamarca, Cingapura, Hong Kong e Alemanha.

No site da Mcafee, Alperovitch afirmou que esse tipo de ataque busca obter informações confidenciais e não lucros imediatos, uma ameaça que, segundo ele, é "muito maior para companhias e governos, já que o inimigo é tenaz e persistente".

Alperovitch afirmou que esses ataques, que muitas vezes passam despercebidos, podem ter um impacto na segurança nacional e na economia dos países, já que os criminosos têm acesso a dados confidenciais.

"Qualquer companhia de grande porte, com propriedade intelectual valiosa e informação comercial secreta já esteve exposta a esses ataques ou estará em breve", alertou o executivo. "A maioria das vítimas raramente detecta a intrusão ou seu impacto."

A empresa disse ter alertado as vítimas sobre os dados da pesquisa, bem como agências de inteligência que estão investigando os ataques.

Com EFE e The News York Times

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