A empresa de tecnologia americana Cybersitter está processando nos Estados Unidos o governo da China, duas companhias chinesas de tecnologia e sete fabricantes de computadores do país por roubo do código de um de seus softwares de filtragem na internet. Segundo a Cybersitter, os chineses copiaram ilegalmente mais de 3 mil linhas do código de seu programa para criar o software Green Dam Youth Escort, que bloqueia o acesso a vários sites.

A empresa americana quer uma indenização de US$ 2,2 bilhões pelo que diz ser a apropriação ilegal de segredos comerciais, competição injusta, violação de direitos autorais e conspiração.

O governo da China ainda não comentou o caso. A empresa chinesa Jinhui, que criou o Green Dam, nega as acusações.

Leis americanas
A Cybersitter, que tem sede no Estado da Califórnia, diz que a Jinhui conspirou com os líderes chineses e com fabricantes de computadores para distribuir mais de 56 milhões de cópias do software pirateado em toda a China.

Segundo a empresa americana, mesmo depois de descobrirem que os filtros do programa eram roubados, as companhias chinesas continuaram a distribuição.

O processo aberto em uma corte federal de Los Angeles também alega que os fabricantes de software chineses também violaram leis americanas que regulamentam a espionagem industrial e os segredos comerciais.

Desde julho, todos os PCs vendidos na China deveriam vir com o Green Dam, segundo estipulou o governo chinês.

O software foi criado para tentar impedir as pessoas de acessar "conteúdo ofensivo" na internet, como sites pornográficos ou violentos.

Mas a iniciativa foi criticada dentro da própria China e fora do país, o que forçou o governo chinês a voltar atrás na decisão.

Além disso, analistas da Universidade de Michigan mostraram que o Green Dam muitas vezes deixava passar sites de pornografia enquanto bloqueava páginas de saúde sexual, por exemplo.

O software também tornava os computadores mais vulneráveis a ataques de hackers.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.