Johanesburgo, 6 abr (EFE).- Dois trabalhadores da fazenda do líder ultradireitista sul-africano Eugene Terreblanche, um de 28 anos e um menor de 15, foram hoje formalmente acusados de assassiná-lo no tribunal de primeira instância de Ventersdorp, na província Noroeste da África do Sul, informou a Procuradoria local.

A audiência foi realizada a portas fechadas. Do lado de fora do tribunal, dois grupos de centenas de pessoas - um de negros que apoiavam os acusados e outro de simpatizantes de Terreblanche - tiveram que ser separados pela Polícia para evitar conflitos.

A Polícia teve de mobilizar um grande número de agentes e preparar uma barreira de arame farpado entre os dois grupos, que cantavam palavras de ordem e canções mutuamente ofensivas.

Do lado dos brancos, muitos deles com símbolos do Movimento de Resistência Africâner (AWB) de Terreblanche, entoavam uma canção ofensiva aos negros e exibiam cartazes que acusavam o partido do Governo, o Congresso Nacional Africano (CNA), pela morte de granjeiros.

Os negros, muitos deles do humilde povoado onde residem os dois acusados, cantavam palavras em favor dos processados, aos quais qualificaram de "heróis" e "valentes" por terem assassinado Terreblanche, odiado pela ideologia racista e supremacista branca.

EFE cho/sa

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