Empregada doméstica acusa mulher de Netanyahu de explorá-la

Jerusalém, 17 jan (EFE).- A mulher do primeiro-ministro israelense, Sara Netanyahu, foi acusada de explorar e humilhar uma empregada doméstica, que levou o caso à Justiça, informa hoje o jornal israelense Haaretz.

EFE |

A segunda esposa de Benjamin Netanyahu volta a estar no centro de uma polêmica do tipo depois de, ainda nos anos 90, ter jogado um chinelo na babá de seus filhos.

Este novo caso levou o Gabinete do primeiro-ministro a divulgar um comunicado no qual afirma que as acusações da ex-empregada doméstica do casal estão cheias de mentiras e calúnias e têm o objeto de prejudicar o chefe de Governo e sua mulher.

Lilian Peretz, de 43 anos e mãe de quatro filhos, entrou com o processo nesta semana no Tribunal de Trabalho de Tel Aviv, e exige o pagamento de 300 mil shekels (US$ 81.300) de indenização, incluindo salários não pagos, mais 50 mil shekels (US$ 13.560) por danos morais.

O caso foi divulgado na sexta-feira passada, quando o jornal "Yedioth Ahronoth", o de maior tiragem em Israel, citou Peretz na primeira página com a manchete: "Sara abusou de mim, me humilhou e explorou".

No processo, Peretz afirma que a relação com sua empregadora foi marcada por constantes humilhações e uma atmosfera hostil.

Segundo a empregada doméstica, Sara esperava que estivesse ao seu dispor 24 horas por dia e que, certa vez, ligou para ela às duas da manhã para brigar por não ter coberto corretamente um travesseiro.

Entre outras acusações, se diz que Sara Netanyahu proibiu a empregada de trabalhar maquiada para não sujar roupas e lençóis.

O Gabinete do primeiro-ministro israelense diz que Peretz se dirigiu à família Netanyahu "com grande amor e apreciação" em sua carta de demissão em 2008 e divulgou uma fotografia de 2005 na qual ela e Sara Netanyahu estão abraçadas em uma festa. EFE db/bba

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