Emissora de TV de oposição sofre ataque na Venezuela

Um grupo de cerca de 30 pessoas invadiu, na tarde desta segunda-feira, a sede da rede de televisão Globovisión, em Caracas, Venezuela, e atacou as dependências da emissora usando bombas de gás lacrimogêneo, informou a imprensa venezuelana. De acordo com o jornal El Universal, pelo menos duas pessoas teriam ficado feridas durante o incidente, sendo um funcionário da emissora - que teria tido queimaduras em uma das mãos - e um policial, que teria sido agredido.

BBC Brasil |

María Fernanda Flores, uma das diretoras da Globovisíon, disse que o grupo seria formado por partidários do governo de Hugo Chávez e portava armas de fogo.

A diretora da Globovisión afirmou ainda que os agressores seriam comandados por Lina Ron, uma conhecida ativista de movimentos populares próxima ao presidente Hugo Chávez.

Imagens do ataque transmitidas pela televisão venezuelana mostram que os responsáveis utilizavam roupas e boinas de cor vermelha, normalmente associada aos partidários do presidente Chávez.

Chávez
Conhecido por ser um dos principais veículos de imprensa de oposição na Venezuela, a Globovisión foi multada em US$ 2,2 milhões no último mês de junho por suposta sonegação de impostos, em uma medida que foi classificada à época como "perseguição política" pelo diretor-geral do canal, Alberto Federico Ravell.

Nesta segunda-feira, Ravell responsabilizou diretamente o presidente Hugo Chávez pelo ataque à sede da emissora.

"Se você quer acabar conosco, faça de uma vez", disse Ravell, dirigindo-se ao presidente.

"Eu quero saber o que é que vai dizer o presidente quando, em plena luz do dia, atacam um canal de televisão", disse.

Condenação
O ministro do Interior e da Justiça da Venezuela, Tareck El Aissami, no entanto, condenou o ataque à emissora e disse que os responsáveis serão levados à Justiça.

"Quem estiver comprometido com esta ação violenta e criminosa deve ser submetido à Justiça venezuelana", disse o ministro em uma coletiva.

"Condenamos os grupos que levam a violência para as ruas de nosso país e reitero nossa condenação enérgica a esta ação violenta contra um canal de TV."
Aissami também afirmou ter determinado investigações para encontrar os responsáveis pelo incidente e disse que esta ação "em nada se identifica com as ações revolucionárias que temos feito no governo bolivariano do presidente Hugo Chávez Frías".

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