Emissário de Sarkozy acredita que França e China se reconciliaram

Paris, 26 abr (EFE).- O ex-primeiro-ministro francês Jean-Pierre Raffarin, enviado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, como emissário a Pequim, se mostrou hoje convencido de que a França e a China se reconciliaram após as tensões provocadas pelos incidentes da passagem da tocha olímpica por Paris.

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Raffarin julga que existe uma "situação de apaziguamento" das tensões entre Paris e Pequim, conforme declarou à emissora de rádio "France Info" quando foi perguntado se era possível considerar que os dois países já haviam se reconciliado.

"Os chineses escutaram a mensagem da França. O diálogo era, efetivamente, a única via para apaziguar as tensões e para o sucesso dos Jogos Olímpicos de Pequim", disse.

De acordo com o emissário, o presidente da China, Hu Jintao, disse que aceitava reatar um diálogo com o representante do dalai lama, com três condições que, segundo ele, "pareceram acessíveis".

Essas condições seriam: o fim da violência, o apoio aos Jogos Olímpicos e a não tentativa de separação por parte do Tibete.

Os processos de paz estão agora em andamento. O presidente Hu Jintao enviou a Paris um emissário, assim como Sarkozy tinha feito e "o diálogo vai por um bom caminho".

Raffarin afirmou a respeito de seu encontro com o presidente da China que este não deseja que por causa do capítulo da tocha "a amizade histórica entre França e China seja enfraquecida", embora tenha acrescentado que "os chineses ficaram muito sentidos com o percurso da tocha em Paris".

"Falamos do Tibete com nossos interlocutores e formulamos as propostas do presidente Sarkozy e, naturalmente, sua solicitação ao diálogo", afirmou.

"Se os chineses ficaram sentidos pelas imagens de violência no percurso da chama olímpica, os europeus ficaram impressionados pelas imagens de violência no Tibete", acrescentou o emissário.

Sarkozy havia expressado ontem sua satisfação pelo anúncio do reatamento do diálogo entre a China e o dalai lama, que qualificou de "etapa principal" e que traz "verdadeiras esperanças". EFE ac/bm/fb

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