Emissário de Obama vê perto novas negociações de paz no O.Médio

Washington, 16 jun (EFE).- O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, expressou hoje sua esperança de que o diálogo preliminar que mantém com israelenses e palestinos desencadeie em questão de semanas novas negociações de paz.

EFE |

Mitchell, em sua primeira coletiva de imprensa no Departamento de Estado desde que foi nomeado em janeiro enviado especial para o conflito palestino-israelense, disse que os EUA esperam poder dar por concluídas "muito em breve" as conversas iniciais.

"Na minha opinião se trata de semanas, não muitos meses", explicou, após ter viajado quatro vezes ao Oriente Médio e seu reunido com líder locais.

Depois dessa fase inicial de conversas, o presidente dos EUA, Barack Obama, possivelmente anunciará seus planos para retomar as negociações de paz, como indicou Mitchell, que intermediou durante o Governo Bill Clinton no conflito da Irlanda do Norte, que terminou com um acordo de paz em 1998.

O enviado especial para o Oriente Médio não descartou que o Governo dos EUA convoque uma conferência similar a que aconteceu em novembro de 2007 em Annapolis (Maryland), uma vez que quer impulsionar as negociações com base "no melhor do passado".

Mitchell destacou que a paz no Oriente Médio "é possível" e há novas razões para ser otimista.

Segundo ele, a decisão de Obama e da secretária de Estado, Hillary Clinton, de se envolver desde o princípio na busca por uma solução ao conflito gerou uma "grande" mudança na atitude dos líderes da região para o processo de paz, e a ameaça nuclear do Irã cria a circunstância e a possibilidade "única" de estabelecer interesses comuns entre os países da região.

Apesar do otimismo, Mitchell também ressaltou que as negociações não serão fáceis e assegurou que o "trabalho duro permanece" para conseguir avanços tangíveis.

"Pedimos aos países árabes que deem passos importantes para a paz e a normalização", explicou.

Mitchell compareceu em coletiva de imprensa justo um dia antes de Hillary se reunir com o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, e pouco depois do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em que apoiou a criação de um Estado palestino, mas impôs duras condições. EFE cai/rr

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