Por Michael Szabo e Alister Doyle LONDRES/OSLO (Reuters) - A emissão de gases causadores do efeito estufa pelas nações industrializadas cresceu quase um por cento em 2007, liderada por fortes altas nos Estados Unidos, mostraram dados oficiais.

As emissões de carbono de países que assinaram o Protocolo de Kyoto oscilou 0,1 para cima em 2007, principalmente devido a aumentos no Japão e no Canadá.

"Os números são. um pouco deprimentes", afirmou Knut Alfsen, diretor de pesquisas do Centro para Clima Internacional e Pesquisa Ambiental em Oslo, dizendo que os países falharam na tarefa de substituir os combustíveis fósseis. "Isso mostra que não somos capazes de desligar o crescimento econômico das emissões."

Embora as emissões de dióxido de carbono de 2007 de algumas economias, incluindo Austrália e Ucrânia, ainda não estejam disponíveis, a análise de números com a mesma base de comparação mostrou que as emissões de países com metas devido ao protocolo de Kyoto foram 14 por cento menores do que os níveis de 1990, excedendo a meta de 5 por cento de redução até 2012.

Os dados completos de 2007 incluem Estados Unidos e Turquia, que não têm alvo pelo protocolo, mostraram uma queda de 2,1 por cento nas emissões da indústria em relação aos níveis de 1990.

Sob o protocolo, cerca de 40 países desenvolvidos se comprometeram, em 1997, a cortar, entre 2008 e 2012, suas emissões de gases provocadores do efeito estufa em uma média de 5,2 por cento abaixo dos níveis de 1990. Desde então, os EUA, historicamente os maiores emissores do mundo, decidiram não ratificar o tratado.

Cientistas de clima da ONU alertam que as crescentes quantidades de CO2 na atmosfera causarão um aumento na temperatura global, o que pode levar a doenças, fome, enchentes e secas.

Especialistas acreditam que as emissões cairão em 2008 e 2009, devido à menor produção industrial e consumo de combustíveis fósseis em decorrência da crise econômica, mas alertaram que é preciso fazer mais para impedir as temperaturas globais de subirem mais de dois graus Celsius, um perigoso limiar, segundo cientistas.

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