Emirados perseguirá Netanyahu se Mossad estiver envolvido na morte de Mabhuh

Abu Dhabi, 5 fev (EFE).- A Polícia emirati perseguirá o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se ficar provado o envolvimento de Mossad (serviço secreto israelense) no assassinato em Dubai do dirigente do Hamas Mahmoud al Mabhuh, informou hoje o jornal em inglês The National.

EFE |

Segundo a site, o chefe da Polícia de Dubai, Dahi Jalfan, afirmou em entrevista que "Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, será o primeiro a ser procurado pela Justiça, já que seria o mandante da morte de Al Mabhuh em Dubai", nos Emirados Árabes Unidos.

"Emitiremos uma ordem de detenção contra ele (Netanyahu)", advertiu Jalfan, que em nenhum momento disse ter provas conclusivas contra o serviço secreto israelense no exterior, nem o acusou formalmente.

O chefe da Polícia emirati lembrou que no passado o Mossad utilizou métodos similares em algumas de suas ações.

Mabhuh, de 50 anos e um dos fundadores do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, foi encontrado morto em 20 de janeiro em um hotel de Dubai, aparentemente por um ataque cardíaco que poderia ter sido provocado por uma injeção letal.

Desde então, o Mossad foi alvo das acusações do Hamas, que assegurou que vingaria o assassinato.

Ontem, o jornal israelense "Ha'aretz" informava que o grupo islamita palestino suspeitava de algum país árabe da região e que Mabhuh era procurado pelas autoridades da Jordânia e do Egito, onde passou um ano em prisão em 2003.

O Governo de Dubai indicou que há suspeitas de que o crime tenha sido executado por um grupo de criminosos com passaporte europeu.

No último dia 2, Jalfan anunciou que iriam divulgar as fotografias dos supostos assassinos do líder do Hamas, sem especificar uma data, e assinalou que foram sete as pessoas que participaram do atentado. EFE ssa/dm

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