Abu Dhabi - O Ministério de Assuntos Exteriores dos Emirados Árabes Unidos convocou neste domingo os embaixadores dos países da União Europeia (UE) para informá-los das investigações sobre o assassinato do líder do Hamas Mahmoud al-Mabhuh.

Mabhuh, um dos fundadores do braço armado do movimento islâmico, foi achado morto em 20 de janeiro em um quarto de hotel em Dubai.

Três irlandeses, seis britânicos, um francês e um alemão foram acusados do crime e tiveram a prisão decretada pela Interpol.

O chanceler árabe, Anwar Mohammed Qarqash, ressaltou a importância de os países envolvidos no caso colaborarem até que as investigações sejam encerradas e os autores do crime, levados à Justiça.

Segundo Qarqash, os Emirados trabalham em coordenação com todos os organismos dos Governos envolvidos, incluindo a Polícia e as forças de segurança, para investigar todas as informações e detalhes sobre os autores do assassinato de Mabhuh.

Em nota, o ministro também manifestou a profunda preocupação do Governo árabe com o mau uso dos privilégios que o país concede aos portadores de passaportes de algumas nações amigas, que têm direito a entrar nos Emirados sem visto.

Esse benefício permitiu a entrada de criminosos no país, motivo pelo qual o diplomata incentivou os Estados envolvidos a reforçarem as medidas que adotaram para impedir o mau uso dos passaportes.

A Polícia de Dubai disse hoje que alguns dos assassinos de Mabhuh usaram passaportes diplomáticos para entrar no emirado. Ainda de acordo com as autoridades, os documentos falsificados que os assassinos usavam provam que o serviço secreto israelense no exterior (Mossad) está envolvido no caso.

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