Cairo, 16 mar (EFE).- O emir do Kuwait, Sabah al-Ahmed al-Sabah, aceitou hoje a renúncia do Governo do país, horas depois de o gabinete do primeiro-ministro, xeque Nasser Mohammed al-Sabah, apresentar seu pedido para deixar o poder, informou a agência de notícias Kuna.

Segundo a agência estatal, o ministro de Assuntos Reais, xeque Nasser Sabah al-Ahmed al-Sabah, anunciou que o emir aceitou a renúncia transmitida hoje pelo primeiro-ministro.

O chefe do Governo decidiu renunciar depois de vários legisladores islamitas anunciarem sua intenção de interpelar o primeiro-ministro sobre vários assuntos, incluindo a suposta má administração e o "desperdício" na saúde pública.

De acordo com a Constituição kuwatiana, o emir, quando surge um enfrentamento sério entre o Governo e o Parlamento, pode dissolver o poder legislativo e convocar novas eleições em dois meses, ou pôr fim ao Governo para evitar a interpelação do primeiro-ministro.

No dia 25 de novembro, o Governo presidido pelo xeque Nasser Mohammed al-Sabah apresentou sua renúncia, e também a de todos os ministros, pela insistência do Parlamento em requerer o comparecimento do primeiro-ministro.

A renúncia foi aceita pelo emir do Kuwait, mas em 1º de dezembro encarregou o premiê de formar um novo gabinete, e os novos ministros assumiram seus cargos em 12 de janeiro.

A vida política no Kuwait se caracteriza pelas contínuas crises entre o Parlamento e o Governo. Por um enfrentamento parecido ao de agora, o poder legislativo foi dissolvido em 19 de março do ano passado, após o anúncio da renúncia do Governo.

As novas eleições aconteceram no dia 17 de maio, e o novo Parlamento foi formado por uma maioria de legisladores pertencente aos salafistas (uma corrente fundamentalista do islã sunita) e aos xiitas. EFE cae/mh

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