Emigração fornecerá mão-de-obra a países desenvolvidos

(Embargada até as 23h de hoje, 1º de dezembro) Genebra, 1 dez (EFE).- A emigração proporcionará às nações industrializadas a mão-de-obra de que necessitarão nos próximos 50 anos devido ao envelhecimento de sua população, e, até 2010, 2,5 milhões de pessoas emigrarão por ano em busca de trabalho.

EFE |

Estas são algumas das conclusões do relatório anual da Organização Mundial das Migrações (OIM), apresentado hoje.

Segundo os cálculos da OIM, a população dos países desenvolvidos com idades entre 20 e 60 anos diminuirá 23% até 2050.

Esse retrocesso representará uma perda de população ativa de 170 milhões de pessoas, assinala o relatório.

De fato, as estimativas indicam que nos próximos 50 anos, por conta das quedas nas taxas de natalidade, haverá "o dobro de idosos de 60 anos que de crianças".

No entanto, sempre segundo a OIM, os fluxos migratórios para esses países proporcionarão a mão-de-obra necessária para manter o sistema em funcionamento.

Um dos argumentos é de que, durante o mesmo período, a população em idade de trabalho da África terá triplicado, passando de 408 milhões em 2005 para 1,12 bilhões em 2050.

Na Ásia, a população entre 20 e 64 anos aumentará 40% , de 2,21 bilhões em 2005 para 3,08 bilhões em 2050.

Na América Latina e no Caribe, a população ativa crescerá 45%, de 303 milhões para 441 milhões no mesmo período.

"Durante as próximas quatro décadas, os países em desenvolvimento poderão proporcionar facilmente o número de pessoas em idade de trabalhar necessárias nos países desenvolvidos, cuja população é cada vez mais velha", indica o relatório.

O documento assinala que o número anual de emigrantes que se transferiram ou que se transferirão a regiões mais desenvolvidas durante o período 2005-2010 será de 2,5 milhões de pessoas.

No período 2005-2050 emigrarão 2,3 milhões de pessoas por ano, segundo a previsão da OIM.

"Isto representa um aumento de 40% do número médio anual de 1,6 milhões de pessoas que se deslocaram rumo aos países desenvolvidos entre 1960 e 2005".

No entanto, o relatório deixa claro que a migração Sul-Sul (61 milhões) é tão importante como a Sul-Norte (62 milhões).

Atualmente, no mundo, há 200 milhões de imigrantes, 2,5 vezes a mais do que em 1965.

Os analistas da OIM consideram que este número não fará mais do que crescer, dado "que as demandas de maior eficácia na produção, resultantes da feroz concorrência mundial, fazem com que os trabalhadores, de quaisquer localizações geográficas, vivam agora, como nunca antes, em um mundo interconectado que leva a maior mobilidade".

O relatório considera que a mobilidade humana já é "uma opção de vida dentro e através de todas as regiões".

Segundo os dados da entidade, atualmente um terço dos trabalhadores imigrantes vivem na Europa.

O relatório destaca que aproximadamente metade dos imigrantes são mulheres - 49,6%.

Segundo os dados da OIM, todas as regiões do mundo se vêem afetadas pela imigração irregular, que representa aproximadamente de 10% a 15% do total.

A respeito das remessas, em 2007 foram enviados US$ 337 bilhões, um aumento de 99% em relação a 2002. Deste total, US$ 251 bilhões foram para países em desenvolvimento. EFE mh/jp

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