Emergentes devem considerar aumento de juros, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta quinta-feira que os países emergentes devem considerar aumentar as taxas de juros para combater a inflação. Nós estamos bastante preocupados que em vários mercados emergentes a política monetária caiu ou pode cair abaixo do esperado, disse o diretor do departamento de Pesquisas do FMI, Simon Johnson.

BBC Brasil |

"Isso significa que bancos centrais devem considerar um aumento das taxas de juros de forma preventiva para evitar que a inflação saia do controle", afirmou Johnson, sem citar nenhum país específico.

O comentário foi feito durante a divulgação de projeções revisadas do FMI sobre a economia global.

O FMI revisou para cima a previsão de crescimento da economia mundial, mas alertou que ela está em uma "posição difícil".

Inflação

Na visão do Fundo, as economias avançadas estão sofrendo com a queda no consumo. Já nos países emergentes o principal problema seria a inflação.

"A inflação está crescendo no mundo. Isso é uma grande, séria e negativa novidade desde o nosso relatório de projeções de abril", disse Johnson.

"Se ação decisiva não for tomada contra a inflação de forma urgente, então nós tememos que os resultados econômicos em 2009 possam ser substancialmente piores do que as nossas projeções."
Nas economias avançadas, segundo o FMI, não haveria necessidade de maior controle monetário, já que "as expectativas de inflação e de custos de trabalho devem continuar bem ancoradas, enquanto o crescimento se enfraquecerá visivelmente".

O diretor de Pesquisas do FMI ressaltou que "o estresse no mercado financeiro - particularmente nos países industrializados - continua em um nível particularmente alto e isso é um grande motivo de preocupação".

Biocombustíveis

O World Economic Outlook - relatório do FMI divulgado nesta quinta-feira com as revisões de projeções - traz um anexo analisando a forte alta do preço do petróleo e dos alimentos.

O relatório aponta os biocombustíveis entre os fatores que estão provocando a alta da demanda por alimentos e pressionando os preços para cima.

"Em particular, a produção do etanol à base de milho respondeu por três quartos do aumento do consumo mundial de milho em 2006 e 2007", diz o documento.

"Isso puxou para cima não apenas o preço do milho, como também o preço de outros alimentos."

O FMI prevê que, no médio prazo, os preços dos alimentos devem se estabilizar mais rapidamente do que o petróleo.

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