Emergentes da A. Latina ficam mais competitivos em plena crise

Pequim, 8 set (EFE).- Brasil, Uruguai, Colômbia Peru e outras nações latino-americanas estão mais competitivas em 2009, mesmo com a retração de 1,9% prevista para este ano na região, segundo uma análise do Fórum Econômico Mundial (FEM) publicada hoje.

EFE |

O "Relatório de Competitividade Global 2009-2010" revela que, em virtude da solidez de sua macroeconomia, a América Latina conseguiu uma certa blindagem diante da crise.

O mesmo documento prevê para 2010 um crescimento de 3,1% no PIB (Produto Interno Bruto) regional, percentual superior ao de 1,9% previsto para o restante do mundo no mesmo período.

Quinto país mais competitivo da região, o Brasil, numa ascensão "impressionante", além de ter subido da 64ª para a 56º no ranking do FEM, pela primeira vez passou a frente da Rússia, país integrante do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), e diminuiu sua distância em relação a Índia e China.

Com um mercado financeiro mais desenvolvido e o doméstico em expansão, o Brasil, ao lado do México, lidera o fenômeno das "multilatinas", empresas locais que ampliaram seus interesses em outros países da região e do resto do mundo.

As deficiências do Brasil, segundo o relatório, continuam sendo as mesmas: a pobreza, a má distribuição de renda, o mercado de trabalho e o sistema educacional.

Neste ano, o relatório foi redigido por um grupo de especialistas coordenados pelo economista espanhol Xavier Sala-i-Martin, da Universidade de Colúmbia (EUA), que enviou um questionário a 13 mil altos executivos.

As análises avaliaram variáveis como tamanho de mercado, transparência institucional, infraestrutura e mercado de trabalho.

Segundo o FEM, a Suíça e os Estados Unidos ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares no Índice de Competitividade Global (IGC). Mas, na América Latina, é o Chile que aparece na liderança.

O México, que se manteve na 60ª posição no ranking do IGC, apareceu em sexto na região, o que demonstra sua "capacidade de recuperação diante da crise global, em particular pela proximidade e pela associação com os mercados dos EUA", mas aumenta a preocupação com a ineficácia das instituições públicas e a violência.

Já o Uruguai subiu posições, para a 65ª, puxado pelas melhorias nos setores de infraestrutura, educação e tecnologia, enquanto a Colômbia subiu cinco lugares (69ª), influenciada pela estabilização de sua macroeconomia, pela pacificação civil e pela amplitude de mercados.

Nono colocado na região latino-americana, o Peru conquistou cinco posições e agora está no 78º lugar, puxado por um impressionante crescimento de 9,8% em 2008 e uma projeção de mais 2% para este ano.

A Argentina, embora tenha subido três posições, chegando até a 85ª, recebe críticas por sua política fiscal, dívida estrutural, instituições e falta de transparência. Quanto à Venezuela, o país caiu oito lugares, para o 113º, devido a problemas em política fiscal, violência, delitos, saúde e educação.

Porto Rico, que caiu uma posição, para a 42ª, teve como destaque sua capacidade de inovação e sofisticação, enquanto Barbados (44º), subiu três lugares em virtude das melhoras de suas instituições, das infraestruturas e da educação.

A Costa Rica, neste ano, subiu quatro lugares, para a 55ª posição, ficando à frente do Panamá, que desde 2006 galgou 13 posições.

Como em análises anteriores, Suriname (102), Equador (105), Nicarágua (115), Bolívia (120) e Paraguai (124) continuam bem atrás no ranking do IGC, devido as suas deficiências em instituições, burocracia, criminalidade, falta de infraestrutura e educação, segundo o relatório. EFE mz/sc

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