São Paulo, 2 abr (EFE).- A presidente da Embratur, Jeanine Pires, disse hoje que ainda não é possível avaliar um eventual impacto da epidemia de dengue vivida atualmente no estado do Rio de Janeiro sobre o turismo estrangeiro no Brasil.

Em entrevista à Agência Efe, Pires disse que, até o momento, a única certeza é de que "a febre amarela não afetou o turismo internacional no país", em alusão ao surto da doença ocorrido entre dezembro e fevereiro principalmente no estado de Goiás.

Agora, o estado do Rio de Janeiro enfrenta uma epidemia de dengue que deixou até agora 67 mortos, 44 deles na capital, em uma situação que mobilizou inclusive o Exército para o combate ao mosquito transmissor da doença.

Pires afirmou que "se trata de um assunto importante, que vem sendo tratado com seriedade pelo Governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde".

A cidade do Rio de Janeiro é o principal destino dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil e o setor turístico teme que a propagação da doença possa afetar a atividade, especialmente por causa das notícias divulgadas pela imprensa e por outros meios, como a internet.

Pires explicou que entre 30% e 40% dos cinco milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil em 2007 buscaram informação para suas viagens na internet.

A presidente da Embratur também relatou que o total de despesas de turistas estrangeiros com passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte interno e compras com cartões de crédito e de débito internacionais alcançou o patamar de US$ 5 bilhões.

A média de estadia do turista que vem ao Brasil para lazer é de entre 14 e 16 dias, enquanto os visitantes de negócios permanecem por no máximo cinco dias - porém, seus gastos são maiores.

Além disso, a capital fluminense passou a receber 900 vôos internacionais em 2007, bem mais do que os 600 que existiam durante o auge da crise da Varig, em 2006.

A presidente da Embratur lembrou que o Governo federal anunciou na semana passada uma série de medidas emergenciais para o combate à dengue, como a contratação de 600 profissionais da área médica e a ampliação do número de leitos nos hospitais.

A gravidade da situação levou o Governo do Rio de Janeiro a estudar a possibilidade de pedir ajuda a Cuba para suprir a falta de médicos pediatras.

Além do Rio de Janeiro, os estados do Amazonas, Rondônia, Pará, Rio Grande do Norte e Bahia também estão em alerta por causa da dengue, segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. EFE wgm/bba/fb

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