Embarcação iemenita é libertada por piratas sem pagamento de resgate

Sana, 3 dez (EFE).- A embarcação iemenita seqüestrada em novembro por piratas somalis foi libertado sem que tenha sido negociado o pagamento de resgate, informou hoje à Agência Efe o dono do navio, Atas Abud.

EFE |

A fonte confirmou que dois piratas que ainda permaneciam na embarcação, dos dez que chegaram a estar a bordo após o ataque, abandonaram o navio na tarde da terça-feira.

A embarcação "Irina", segue, no entanto, no porto de Eyl, no nordeste da Somália.

O navio deve sair do local hoje ou de amanhã, disse o proprietário da embarcação.

Abud ressaltou também que não se pagou "nenhum resgate para a libertação do navio e da tripulação", e detalhou que esta aconteceu graças à pressão exercida pelos líderes tribais somalis.

A embarcação, que transporta 570 toneladas de material de construção, foi seqüestrado em 12 de novembro quando navegava rumo à ilha de Socotra, situada a 550 quilômetros do litoral iemenita, após ter partido do porto de Mukala, no sudeste do Iêmen.

A Autoridade Marítima do Iêmen tinha afirmado que os seqüestradores exigiam US$ 2 milhões à construtora iemenita proprietária do navio.

Desde o início do ano, mais de 80 embarcações foram atacadas na África.

As águas do Golfo de Áden são consideradas as mais perigosas do mundo junto com as da Nigéria, e deslocaram do primeiro lugar quanto a risco a península de Malaca, situada entre Malásia e Indonésia, que durante anos foi a rota marítima mais insegura. EFE ja/an

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