Embarcação carregada de armas chega ao Quênia, após longo cativeiro

Mombaça (Quênia), 12 fev (EFE).- Após mais de quatro meses de sequestro, a tripulação do cargueiro ucraniano Faina chegou hoje ao porto queniano de Mombaça, onde estão sendo atendidos por médicos e de onde esperam, segundo disse seu novo capitão, Viktor Nikolsky, ir embora esta noite para casa.

EFE |

Por volta das 16h (11h de Brasília), o navio atracou no porto de Mombaça, onde esperavam delegações oficiais da Ucrânia e do Quênia para receber os 21 tripulantes - 17 ucranianos, três russos e um letão -, que chegaram exaustos depois do longo cativeiro pelas mãos de piratas somalis.

"Só posso dizer que para eles foi uma experiência horrível, não podem falar ainda sobre o que sofreram", disse à Agência Efe Mikhail Voytenko, porta-voz do proprietário da embarcação, o cidadão israelense Vadim Alperin.

Nikolsky, que se dirigiu à imprensa para transmitir sua alegria pela libertação, substituiu como capitão o russo Vladimir Kolobkov, que morreu durante o sequestro devido a um ataque do coração.

O corpo de Kolobkov ainda não foi repatriado e, "devido a uma falha na câmara frigorífica na qual estava, entrou em decomposição, o que pôde ter causado infecções na tripulação", disse à Agência Efe Alfred Mutua, porta-voz do Governo do Quênia.

Enquanto os novos tripulantes do navio, que continuará sua rota até a Cidade do Cabo, na África do Sul, se preparam para reiniciar a marcha, o Governo do Quênia vai proceder amanhã a evacuação da carga transportada pela embarcação: 33 carros de combate T-72 e outros veículos militares.

"A carga pertence ao Quênia", disse Mutua em entrevista coletiva aos meios de imprensa depois da chegada do navio ao porto, e insistiu: "não temos nada para esconder". EFE pa/ma

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