Embaixador venezuelano esclarece suspensão de referendo em Madri

Madri, 15 fev (EFE).- O embaixador da Venezuela na Espanha, Alfredo Toro Hardy, afirmou hoje que a atitude beligerante de algumas pessoas que estavam do lado de fora do consulado venezuelano em Madri obrigou à suspensão da votação por cerca de duas horas.

EFE |

"Os distúrbios que estavam ocorrendo do lado de fora interromperam a ordem necessária para poder manter o processo e as autoridades das mesas eleitorais chegaram à conclusão de que, sob esse ambiente, era impossível manter de forma ordenada o processo de votação", disse Toro Hardy à Agência Efe.

"O processo só foi retomado quando a calma voltou a reinar", acrescentou o embaixador, que insistiu em que, "depois, a ordem voltou, a normalidade voltou e o processo de votação seguiu se desenvolvendo com toda a normalidade".

O embaixador assegurou que as testemunhas da oposição que deviam vigiar as votações para o referendo convocado na Venezuela sobre a reeleição ilimitada de cargos públicos de escolha popular, entre eles o de presidente da República, "não entraram à força" no consulado, "mas houve tentativas" disso.

Ao ser perguntado sobre as denúncias dos representantes do Bloco do Não, que afirmaram ter sido impedidos de vigiar o processo eleitoral em Madri, Toro Hardy ressaltou que eles tinham se apresentado duas horas depois do início da votação e em maior número que as testemunhas do Sim, que já estavam dentro do Consulado.

"Simplesmente foi solicitado um equilíbrio entre o número de testemunhas de ambos os lados", acrescentou.

Sobre o início da apuração, que será na segunda-feira, outro dos aspectos denunciados pela oposição, Toro Hardy assegurou que "essa foi uma decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)" para evitar que os resultados no exterior pudessem influir no desenvolvimento do processo na Venezuela devido à diferença de horário. EFE ep/db

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