Embaixador georgiano diz que é só o início da pressão sobre Moscou

Paris, 1 set (EFE).- As decisões adotadas hoje na cúpula da União Européia (UE) para resolver a crise entre Rússia e Geórgia, não é o fim, é o começo da pressão necessária sobre Moscou, disse o embaixador georgiano em Paris, Mamuka Kudava.

EFE |

Em entrevista à rede de televisão francesa "LCI", Kudava assegurou que não está decepcionado pela UE não ter decidido impor sanções a Moscou, e se mostrou convencido de que "esta cúpula é a última oportunidade para a Rússia".

Ele destacou a importância de que a UE esteja unida e afirmou que "com a pressão da Europa" conseguirá.

Para o diplomata, a pressão européia "salvou a Geórgia porque a tomada de Tbilisi tinha sido planejada em Moscou", e destacou que um dos pontos-chave do plano de paz é a "internacionalização do processo" com o envio de forças internacionais para supervisionar o cumprimento dos acordos.

O diplomata reiterou que Moscou segue sem respeitar o plano estipulado para a cessação das hostilidades já que, segundo ele, "os russos ainda estão por todas partes" da Geórgia.

Como medida de pressão, a UE decidiu hoje adiar as reuniões previstas com a Rússia para negociar um amplo acordo de cooperação até que os russos recuem suas tropas para as posições de 7 de agosto, quando eclodiu o conflito.

A UE exigiu que a Rússia se retire da Geórgia e respeite a integridade territorial do país, condenando o "uso desproporcional da força" por parte de Moscou.

Em coletiva de imprensa, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que viajará para Moscou na próxima segunda-feira, acompanhado do alto representante da UE, Javier Solana, e do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, para monitorar o cumprimento íntegro do plano de paz negociado em meados de agosto. EFE pdp/rr

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