Embaixador dos EUA nega que advogados americanos tenham negociado com Farc

Bogotá, 14 out (EFE) - O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, negou hoje que advogados americanos tenham negociado com membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para resgatar a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos e 11 militares e policiais. Em entrevista à emissora de rádio RCN, Brownfield respondeu, desta forma, a reportagens dos jornais El Nuevo Herald e The Miami Herald, segundo as quais vários advogados negociaram com os guerrilheiros das Farc que tinham em seu poder Betancourt, os três americanos e 11 militares e policiais colombianos. O diplomata ressaltou que a Operação Xeque, realizada nas florestas do departamento de Guaviare em 2 de julho e na qual também foram detidos dois líderes das Farc, foi um plano das autoridades da Colômbia. A Operação Xeque foi um conceito colombiano, um plano colombiano, uma operação totalmente colombiana. A participação dos EUA foi mínima e principalmente em questão de oferecer apoio tecnológico sem participação alguma de cidadãos americanos, afirmou o embaixador.

EFE |

Ele assegurou que nem o FBI (Polícia federal americana) nem o Departamento Antidrogas Americano (DEA) participaram da operação.

"Todas as autoridades mencionadas nessa reportagem, em especial o DEA ou o FBI, trabalham para mim e nenhuma dessas instituições me informou de qualquer contato com advogado ou advogados neste processo", expressou o diplomata.

Os jornais americanos citados alegam que os guerrilheiros Alexander Farfán, conhecido como "Gafas", e Antonio Aguilar, o "César", que cuidavam dos reféns, tinham contatos com advogados, entre eles Carlos Arturo Toro, para entregar os reféns em troca de dinheiro.

Na última segunda-feira, o general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Militares da Colômbia, também negou as acusações. EFE gta/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG