Embaixador dos EUA na Espanha diz que relações com Cuba dependerão de Havana

Madri, 5 nov (EFE).- O embaixador dos Estados Unidos na Espanha, Eduardo Aguirre, considera que uma eventual mudança da política de seu país em relação a Cuba pelas mãos do presidente eleito, Barack Obama, dependerá principalmente da atitude adotada pelas autoridades da ilha.

EFE |

"Ninguém, exceto o Governo dos irmãos Castro, sai beneficiado com a continuidade das divergências", assinalou o diplomata americano em reunião com um grupo de jornalistas na qual analisou os resultados das eleições realizadas em seu país.

Aguirre sustentou que sempre que houve uma tentativa de aproximação as autoridades cubanas reagiram temendo perder "o bode expiatório", por isto a pergunta é "como Cuba responderá" se Obama iniciar um novo processo.

O diplomata lembrou o ocorrido durante o Governo do presidente democrata Jimmy Carter, quando houve o envio em massa dos chamados "marielitos" (refugiados).

Também sustentou que o próprio presidente George Bush estabeleceu três condições para uma política de aproximação: "a libertação dos presos, liberdade de expressão e reunião e a de eleição".

"Há um interesse dos EUA em favorecer a liberdade em Cuba", acrescentou, para lembrar "o grande sofrimento, físico e espiritual pelo qual passou o povo cubano, e que não pode ser comparado com outros países da América Latina, pois estes elegeram seus dirigentes democraticamente".

Neste sentido, Aguirre considerou que houve "uma falta de compreensão do que o presidente Bush fez nestes oito anos", pois toda sua política foi reduzida aos enfoques no Iraque, Afeganistão ou o furacão "Katrina".

Sobre o voto dos americanos de origem cubana na Flórida, explicou que "foi dividido por idades de forma semelhante a outras partes do país", com as gerações jovens mais favoráveis aos democratas.

Quanto à relação com outros países da América Latina, o embaixador americano afirmou que "a Venezuela é um caso à parte", com um presidente a quem o preço do petróleo "deu um potencial econômico notável", e destacou principalmente a relação especial com o México. EFE mlg/ev/fal

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