Moscou, 12 mai (EFE).- O embaixador dos Estados Unidos na Rússia, William Burns, deixou hoje o cargo para se tornar subsecretário de Estado de Assuntos políticos, um dos cargos mais importantes da diplomacia americana.

"Tentei defender os interesses do meu país, além de escutar e compreender os pontos de vista russos", declarou Burns, embaixador desde agosto de 2005, à agência "Interfax".

Horas antes de sua partida, o diplomata assegurou que os EUA e a Rússia "mantêm uma boa cooperação em nível de corpos de segurança e troca de informação dos serviços de inteligência", especialmente, no que se refere "ao financiamento dos grupos terroristas".

Burns desmembrou os terrenos nos quais a cooperação russo-americana experimentou avanços: "Principalmente, na esfera nuclear, o que inclui o futuro do tratado de redução de armamento estratégico ofensivo (Start)", assinado em julho de 1991.

"Somos a favor de assinar um novo acordo juridicamente vinculativo antes que expire o Start-1 no final de 2009", disse.

O embaixador americano mencionou também a "cooperação econômica", já que os dois países "assinaram há 18 meses um acordo bilateral sobre a entrada da Rússia na OMC".

Além disso, defendeu uma maior cooperação entre esses países para fortalecer a estabilidade no Afeganistão.

Burns, embaixador desde agosto de 2005, abandona Moscou pouco depois que dois funcionários militares norte-americanos fossem expulsos da Rússia.

A Rússia, que acusou os EUA e a Otan de aumentar as atividades de espionagem, já tinha expulsado em 14 de abril um diplomata americano.

Desta forma, já são cinco os membros do corpo diplomático russo e americano que tiveram que abandonar suas respectivas embaixadas.

O Senado americano aprovou na semana passada de forma unânime a candidatura de Burns ao posto de subsecretário de Estado para assuntos políticos, no qual continuará encarregado das relações com a Rússia.

Antes de assumir a direção da delegação diplomática americana em Moscou, Burns exerceu o cargo de secretário de Estado adjunto (2001-2005) e também foi embaixador na Jordânia (1998-2001). EFE io/bm/fb

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