Embaixador diz que Brasil precisa de 100 mil professores de espanhol

Salamanca (Espanha), 19 nov (EFE) - O embaixador brasileiro na Espanha, José Viegas Filho, disse hoje que o Brasil precisará de 100 mil professores de espanhol nos próximos anos em decorrência da política de bilingüismo implementada pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

EFE |

Viegas Filho, que foi à inauguração do congresso "Brasil em debate, contradições da modernidade", na Universidade de Salamanca, disse aos jornalistas que a implantação do espanhol como segunda língua "não significa que todos os brasileiros vão ser bilíngües".

Ele criticou os países vizinhos ao Brasil, que "se esquecem de que há uma língua irmã, que é o português".

Atualmente, disse o diplomata, "estamos diante de uma crise internacional, que não é causada por nós (Brasil), mas que também pode nos afetar", mas expressou sua convicção de que o país continue crescendo e "não se deixe afetar por uma recessão que parece ser muito forte no Atlântico Norte".

O congresso, do qual participam estudiosos do Brasil na Europa, coincide com a inauguração da nova sede do Centro Brasileiro da Universidade de Salamanca, no Palácio de Maldonado da cidade.

Sobre o instituto, o embaixador expressou sua satisfação porque, disse, "está bem implantado na sociedade e mantém vivo e florescente o vínculo entre os dois países (Espanha e Brasil)".

O diplomata ressaltou que a realização do congresso pretende "a formação de um grupo de cientistas, pesquisadores e universitários que têm em comum o interesse pelo Brasil", apesar de procederem de dez países diferentes da Europa Ocidental.

Viegas Filho comentou que as "contradições da modernidade do Brasil" é um "tema suficientemente amplo para ser tratado por sociólogos, políticos, historiadores, literatos, artistas, porque é multidisciplinar".

O vice-reitor de Relações Internacionais da Universidade de Salamanca, Manuel Alcântara, explicou que o congresso reúne 150 pessoas que "trabalham e têm um interesse específico sobre o Brasil no âmbito europeu".

Por esse motivo, Alcântara comentou que um dos objetivos do congresso é criar um compromisso para continuar os trabalhos e conseguir que se reúnam uma vez ao ano ou de maneira bienal.

"O Brasil tem uma diáspora muito grande na Europa, mas também tem focos de muitos interesses nos países do centro da Europa", disse.

EFE jmb/db

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