SANTIAGO - Mario Vilalba, embaixador do Brasil no Chile, qualificou hoje como um fato isolado, que não tem nenhum significado na relação entre ambos países, a detonação de uma bomba na sede diplomática, durante esta madrugada, que causou alguns danos materiais e não deixou vítimas.

"Os dois países vivemos em plena democracia, com uma amizade tão antiga e profunda que isso não tem significado para nossas relações", disse o diplomata.

"Filmamos tudo, porque há câmeras de segurança e temos imagens que entregamos aos policiais. Sabe-se que foi uma pessoa encapuzada que, através das grades, atirou uma bolsa com a bomba que detonou cinco minutos depois", explicou.

A chancelaria chilena telefonou para o embaixador brasileiro, segundo ele disse, "para apresentar sua solidariedade, e os policiais investigam o fato e reforçarão a segurança, porque estamos muito expostos e essas coisas podem acontecer". 

Há algumas semanas grupos de estudantes que manifestavam nas ruas contra a lei de educação ingressaram na embaixada do Brasil para chamar a atenção dos meios de comunicação às suas demandas, "mas não porque quisessem fazer mal ao Brasil ou à sua embaixada".

Essa ação não teve "nenhuma relação direta com o Brasil", concluiu o diplomata.

"Forte explosão"

Moradores contaram à imprensa local que ouviram uma forte explosão e saíram às ruas.

Eles contaram que viram um homem sozinho, com o rosto descoberto, correndo depois do ato.

Esse tipo de ação ocorre com certa regularidade no Chile, geralmente em datas próximas ao golpe militar de 1973, quando Augusto Pinochet ocupou o cargo do então presidente socialista Salvador Allende.

No entanto, geralmente alguma organização assume a responsabilidade pelo atentado, o que aconteceu em casos anteriores.

Desta vez, porém, segundo o capitão Rolando Molina, da 2ª delegacia, que cobre a região, ninguém até agora assumiu a autoria do ataque.

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* Com Ansa e BBC

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