Embaixador brasileiro na OEA defende retorno de Cuba à organização

Washington, 6 mai (EFE).- O Governo brasileiro espera que, em um futuro não distante, todos os países do continente possam se sentar à mesa do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em clara referência a Cuba, cuja participação no organismo foi suspensa em 1962.

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O novo embaixador brasileiro perante a organização, Ruy de Lima Casaes e Silva, afirmou no primeiro discurso que fez no Conselho Permanente do organismo que "os tempos atuais transcorrem sob o impulso de uma nova realidade e de novas esperanças".

"Esta organização soube se renovar, acompanhando desta forma a evolução histórica de nosso continente", acrescentou.

O diplomata apresentou as credenciais na segunda-feira ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e substitui Osmar Vladimir Chohfi no posto.

O novo embaixador manifestou sua satisfação pela evolução do continente na última década, e destacou a intenção de participar plenamente nos trabalhos da OEA.

"Devemos trabalhar juntos, e a OEA é o espaço político de diálogo e cooperação natural de todos os países do continente para enfrentar de forma coordenada e sinérgica os grandes desafios" que existem, afirmou.

Particularmente, assegurou, o "Brasil pretende manter e, se for possível, ampliar" a "cooperação com os órgãos que fazem parte do sistema interamericano de Direitos Humanos".

O embaixador citou também seu desejo de contribuir para tarefas como a proteção do meio ambiente, a luta contra a violência e o crime organizado, as missões de observação eleitoral, as negociações sobre a Carta Social das Américas e a ajuda e o fortalecimento institucional do Haiti. EFE cae/db

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