Embaixador americano pede diálogo sincero entre EUA e Bolívia

La Paz, 4 jul (EFE).- O embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, disse hoje que a vontade de ajuda e cooperação de seu país com a Bolívia continua invariável e pediu um diálogo sincero e respeitoso para que os problemas entre os dois Governos possam ser superados.

EFE |

Em uma recepção em La Paz por ocasião do 232º aniversário da independência dos Estados Unidos, Goldberg assegurou que a vontade de seu Governo é de superar estes problemas a partir de "um esforço mútuo de entendimento e de diálogo sincero e respeitoso".

"Eu sei que há muitos bolivianos que querem fazer exatamente o mesmo", destacou o diplomata americano perante os convidados, entre eles o vice-chanceler boliviano, Hugo Fernández, e o ministro da Defesa local, Wálker San Miguel.

Goldberg ressaltou os laços que unem EUA e Bolívia, cuja história de relações bilaterais e amizade supera os 160 anos e que, segundo ele, é um motivo de orgulho para seu país.

O embaixador também aproveitou a festividade de 4 de julho para ressaltar que os EUA apoiaram o país andino em "suas aspirações mais importantes", como "a recuperação plena da democracia em princípios dos anos 80, quando Bolívia ficou isolada sob um regime vinculado ao narcotráfico".

Goldberg também destacou que a ajuda econômica que americanos deram à Bolívia na última década supera os US$ 2 bilhões. De acordo com ele, o valor serviu para o desenvolvimento de programas relacionados à saúde em áreas rurais e empobrecidas, para a inclusão social e para a promoção dos direitos dos povos indígenas.

Além disso, assinalou que os EUA abriram seu mercado "para ajudar dezenas de milhares de trabalhadores bolivianos".

O embaixador americano retornou à Bolívia em 2 de junho após ser chamado para consultas em Washington.

O diplomata foi convocado por seu Governo após uma grande e violenta manifestação contra a Embaixada dos EUA em La Paz, em protesto pelo asilo político concedido pelos americanos a um ex-ministro acusado de genocídio na Bolívia.

O presidente Evo Morales respaldou dias depois esta manifestação, que definiu como uma "grande mobilização do povo contra o império que protege os delinqüentes e esconde as pessoas que fizeram causaram tantos danos à Bolívia". EFE sam/rr

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