Embaixadas se mobilizam e mundo condena atentados em Mumbai

WASHINGTON - A comunidade internacional condenou nesta quinta-feira os ataques que na quarta-feira à noite atingiram vários pontos de Mumbai, enquanto as embaixadas se mobilizam para ajudar os cidadãos estrangeiros que permanecem retidos na cidade indiana.

EFE |

Pelo menos 101 pessoas morreram, mais de 250 ficaram feridas e dezenas continuam retidas em alguns pontos onde, segundo a polícia, os terroristas - que dizem pertencer ao grupo islâmico Deccan Mujahedin - estão entrincheirados.

Rússia, China, Israel, Paquistão e a Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) se somaram hoje às condenações emitidas nas últimas horas pelos governos do Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Venezuela, México, Argentina, Colômbia, assim como pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Os Estados Unidos "condenam este ataque terrorista e continuaremos firmes junto ao povo da Índia neste momento de tragédia", disse o presidente americano, George W. Bush.

O chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev, destacou que "os bárbaros ataques terroristas (...) para matar civis, os seqüestros e assassinatos de reféns são crimes que atentam contra os alicerces da sociedade civilizada".

A CE condenou "nos termos mais duros" os "abjetos" ataques terroristas e transferiu ao Governo desse país seu apoio na luta contra o terrorismo, assim como manifestou o Executivo chinês.

A ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, definiu os ataques como "outra mostra dolorosa de que o terrorismo é a maior ameaça enfrentada por Israel e pela comunidade internacional".

Após condenar os ataques, o ministro de Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, de visita à Índia, ressaltou que o terrorismo é "uma ameaça para a humanidade" e defendeu "unir esforços para combater" estes atos.

Entre as vítimas e os retidos, estão vários cidadãos ocidentais, já que os ataques foram cometidos contra vários lugares freqüentados por turistas, como hotéis de luxo e uma estação de trem.

Uma fonte policial disse à Agência Efe que há pelo menos seis estrangeiros mortos e seis feridos, mas estes números podem aumentar, à medida que se concretizam as gestões das embaixadas em ajuda a seus compatriotas.

Por enquanto, o governo japonês confirmou a morte de Hisashi Tsuda, executivo da Mitsui Marubeni Liquefied Gas que estava se registrando no hotel Oberoi quando morreu. Outro japonês ficou ferido e 30 estão desaparecidos, vários deles presos no meio dos ataques terroristas.

O Ministério de Exteriores italiano confirmou a morte de Antonio de Lorenzo, enquanto não há notícias sobre outro dos nove italianos que estão retidos nos hotéis da cidade indiana.

Um cidadão australiano também pode estar entre os mortos, segundo a imprensa do país, enquanto, entre os feridos há britânicos, americanos, espanhóis, australianos, noruegueses e canadenses, segundo a agência indiana "PTI".

A situação é acompanhada com especial preocupação em Israel, já que entre 10 e 15 israelenses poderiam estar entre os feridos ou retidos em um centro religioso judeu atacado pelos terroristas.

Leia mais sobre: Mumbai

    Leia tudo sobre: atentadoíndia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG