Embaixadas são advertidas sobre apoio à oposição em Mianmá

Bangcoc - A Junta Militar de Mianmá (antiga Birmânia) advertiu hoje as Embaixadas estrangeiras presentes no país sobre o respaldo no próximo plebiscito constitucional ao principal partido da oposição, liderado pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

EFE |

O jornal oficial "The New Light of Mianmar", usado pelo regime militar para divulgar suas mensagens, assinala hoje que "certos elementos estrangeiros estão interferindo em nossos assuntos internos, ajudando alguns partidos políticos locais, com a intenção de desestabilizar a nação".

O artigo denuncia que diplomatas credenciados em Yangun visitaram por até 19 vezes no mês passado a sede da Liga Nacional pela Democracia (LND), e lhes exigiu que suspendam essas atividades.

A advertência acontece menos de 24 horas depois de a Junta Militar anunciar a data de 10 de maio para a realização da consulta popular sobre a proposta de Carta Magna, e distribuir à população os primeiros exemplares do texto que será votado no plebiscito.

No começo do mês, Suu Kyi e a LND pediram aos cidadãos que compareçam em massa às urnas para rejeitar a Constituição.

Após mais de dez anos de preparativos, os generais que governam Mianmar anunciaram em fevereiro a realização do plebiscito constitucional, primeiro passo de seu chamado "Mapa de Caminho" em direção à democracia, que culminará, segundo afirmam, com eleições em 2010.

No entanto, a proposta de Carta Magna proíbe Suu Kyi de concorrer nas eleições pelo fato de ela ter sido casada com um estrangeiro e porque seus filhos possuem passaportes britânicos.

Por isso, a oposição considera a Constituição uma operação criada para perpetuar o mandato dos generais, que governam o país desde 1962.

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