Embaixadas dos EUA e da Grã-Bretanha no Iêmen seguem fechadas

SANAA (Reuters) - Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha mantiveram suas embaixadas no Iêmen fechadas pelo segundo dia nesta segunda-feira por preocupações com possíveis ataques de militantes após a tentativa frustrada de atentado contra um avião norte-americano no dia de Natal, disseram diplomatas. A embaixada dos Estados Unidos citou ameaças da Al Qaeda, que segundo agências de inteligência do país tem presença crescente no Iêmen. Um assessor do presidente Barack Obama disse que os Estados Unidos têm indicações de que a Al Qaeda planeja atacar em Sanaa.

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"A embaixada ainda está novamente fechada hoje... Continuamos a fazer a análise de segurança", disse à Reuters um diplomata dos Estados Unidos, que pediu para não ser identificado. A Grã-Bretanha citou razões de segurança para o fechamento de sua embaixada sem dar mais detalhes.

O Iêmen, que enfrenta uma rebelião xiita no norte e um movimento separatista no sul, aumentou a segurança em seu litoral para impedir que militantes islâmicos entrem o país vindos da Somália.

Autoridades colocaram militantes da Al Qaeda em duas províncias litorâneas sob vigilância em tempo integral, informou a agência de notícias estatal no domingo, após militantes somalis afirmarem na semana passada que estavam prontos para enviarem reforços à Al Qaeda no Iêmen.

Aliados ocidentais têm buscado ajudar o governo do Iêmen em meio a temores de que a Al Qaeda possa explorar a instabilidade do país e usá-lo como base para lançar ataques em todo o mundo.

(Reportagem de Mohamed Sudam)

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