Embaixadas dos EUA e da Grã-Bretanha no Iêmen fecham por ameaças da Al-Qaeda

As embaixadas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Iêmen fecharam suas portas neste domingo devido a ameaças de atentados da Al-Qaeda na península arábica.

AFP |

"A embaixada dos Estados Unidos em Sanaa fechou hoje, dia 3 de janeiro de 2010, devido à existência de ameaças da Al-Qaeda na península arábica (Aqap) contra os interesses americanos no Iêmen", informou a embaixada em comunicado publicado em seu site.

A representação enviara na quinta-feira uma mensagem aos cidadãos americanos advertindo contra "as ameaças de ações terroristas e de violência contra os interesses e os cidadãos americanos no mundo".

Poucas horas depois, a embaixada britânica em Sanaa também decidiu suspender suas atividades.

"A embaixada foi fechada hoje por precaução, por temor a uma eventual reação da Al-Qaeda", anunciou à AFP uma fonte do governo iemenita, que não quis ser identificada.

O responsável destacou, porém, que "não existem ameaças diretas da Al-Qaeda" contra a repartição britânica.

Em Londres, um porta-voz da chancelaria confirmou o fechamento da embaixada "por motivos de segurança", destacando que a decisão sobre uma eventual reabertura segunda-feira seria tomada mais tarde neste domingo.

Além disso, segundo o site do jornal El Mundo, a Espanha decidiu fechar sua embaixada em Sanaa segunda e terça-feira devido a ameaças da Al-Qaeda.

O jornal, que citou fontes da embaixada espanhola no Iêmen, afirmou que a representação estava funcionando normalmente neste domingo.

A Grã-Bretanha anunciou pela manhã a intenção de reforçar junto com os Estados Unidos sua ação contra o terrorismo no Iêmen e na Somália, depois do atentado frustrado de 25 de dezembro contra um avião de carreira americano.

"O Iêmen deve ser identificado, assim como a Somália, como uma das áreas onde temos que fazer mais do que simplesmente monitorar. Vamos colaborar com as autoridades americanas para melhorar a luta contra o terrorismo empreendida pelo governo iemenita", declarou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

Londres e Washington preveem financiar uma unidade especial de polícia antiterrorista no Iêmen e fornecer um apoio maior aos guarda-costeiros iemenitas, segundo um comunicado de Downing Street.

No dia do Natal, o nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab tentou explodir um avião da companhia Northwest Airlines com quase 300 pessoas a bordo pouco antes do pouso do aparelho em Detroit (norte dos EUA). Depois de ser preso, ele admitiu ter sido treinado e equipado pela rede terrorista Al-Qaeda no Iêmen.

Segunda-feira, ao reivindicar o atentado frustrado, apresentado como "uma retaliação direta à injusta agressão americana", a Al-Qaeda na península arábica conclamou seus seguidores a "expulsar os infiéis da península arábica (Iêmen e Aránia Saudita) e matar todos os cruzados empregados pelas embaixadas e outros organismos" ocidentais.

"Deflagrem uma guerra total contra todos os cruzados da península, na terra, no mar e no ar", pediu a Al-Qaeda em seu comunicado.

bur/yw

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