Embaixadas dos EUA devem limitar apoio a Obama e McCain

WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Estado dos EUA disse na segunda-feira que orientou suas embaixadas a limitarem o apoio dado aos candidatos presidenciais John McCain e Barack Obama nas suas visitas ao exterior. A mensagem consta em um telegrama da secretária Condoleezza Rice a todos os postos diplomáticos na quinta-feira, mesmo dia em que o democrata Obama embarcou para uma viagem com destino a Afeganistão, Oriente Médio (inclusive Iraque) e Europa.

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O subsecretário Pat Kennedy disse que houve apenas uma coincidência de datas com relação à viagem, e que a mesma orientação já havia sido passada quando o republicano John McCain visitou Canadá, Colômbia e México.

O telegrama proíbe diplomatas dos EUA de ajudar os candidatos a marcar reuniões, recepções ou eventos e de usarem 'fundos e recursos [públicos], além de um nível mínimo, para apoiar uma viagem política'.

Mas o texto orienta as embaixadas a colaborarem com a segurança fornecida pelo Serviço Secreto e forneçam uma ajuda básica em questões logísticas -- informando os organizadores, por exemplo, sobre como realizar deslocamentos locais.

Além disso, os diplomatas podem ajudar Obama e McCain na sua qualidade de senadores, inclusive fornecendo informações sigilosas nos casos aplicáveis.

O telegrama estabelece uma distinção entre viagens de comitês parlamentares, que são pagas pelo governo dos EUA, e compromissos privados.

Por esse critério, McCain esteve no Iraque em março como parte de uma delegação parlamentar, enquanto fez viagens privadas de campanha a Canadá, Colômbia e México.

Obama foi ao Afeganistão e ao Iraque nesta semana como parte de uma delegação parlamentar, mas o restante da sua viagem (com paradas previstas em Israel, Jordânia, Grã-Bretanha, França e Alemanha) será principalmente ocupado com eventos eleitorais.

Pela lei norte-americana, funcionários públicos federais têm atividade partidária restrita, para não influenciar eleições indevidamente.

O telegrama diz que o objetivo das regras anunciadas é 'tratar ambos os candidatos presidenciais principais de forma equânime'.

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