Embaixada suíça em Atenas sofre explosão

Explosão não deixa feridos e é a segunda em menos de 24 horas na Grécia; na segunda, polícia interceptou outros pacotes-bomba

iG São Paulo |

Um explosão aconteceu nesta terça-feira na Embaixada da Suíça na capital da Grécia, Atenas, sem deixar feridos, informou a polícia. Segundo o porta-voz policial, Athanassios Kokalakis, um objeto explosivo foi jogado no pátio da missão diplomática e uma "explosão ensurdecedora" foi ouvida.

Mais cedo nesta terça-feira, as autoridades cercaram a Embaixada da Bulgária na capital grega para investigar um pacote suspeito enviado por email.

Os incidentes acontecem um dia depois de autoridades gregas terem prendido dois jovens gregos, de 22 e 24 anos, suspeitos de tentar enviar pacotes com pequenos explosivos pelo correio. Eles são ligados a uma guerrilha grega de esquerda. De acordo com um policial, os suspeitos presos usavam coletes à prova de balas e portavam armas.

© AP
Policial se prepara para realizar explosão controlada de bomba encontrada em Atenas, na Grécia (01/11/2010)
Um dos pacotes, endereçado à Embaixada do México em Atenas, explodiu na segunda-feira na sede da companhia de entregas Swiss Mail e feriu uma funcionária. Segundo a polícia grega, outros três pacotes-bomba foram interceptados, um deles endereçado ao presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Os outros dois pacotes tinham como destino as embaixadas da Bélgica e da Holanda em Antenas, e foram detonados de forma controlada pela polícia.

A Grécia tem sido abalada por uma onda de ataques com explosivos, geralmente reivindicados por grupos de esquerda. As agressões começaram depois que a polícia matou um adolescente em Atenas em 2008, incitando os piores tumultos na Grécia há décadas. Em junho, um pacote explodiu no ministério que controla a polícia, matando um dos assessores mais próximos do ministro.

Explosivos

A explosão e a tentativa de envio de pacotes-bomba pelo correio acontecem depois da interceptação, na sexta-feira, de dois pacotes suspeitos por autoridades da Grã-Bretanha e de Dubai.

Os pacotes, que continham explosivos, partiram do Iemên em direção aos Estados Unidos. De acordo com a imprensa americana, o principal suspeito é Ibrahim Hassan al-Asiri, um cidadão da Arábia Saudita que seria um dos líderes da Al-Qaeda na Península Arábica.

De acordo com o presidente americano, Barack Obama, os dois dispositivos estavam direcionados a organizações judaicas na área da cidade americana de Chicago. Ele não especificou quais seriam as instituições.

Obama afirmou que as autoridades descobriram uma "ameaça terrorista real" contra os EUA. "Os eventos das últimas 24 horas mostram a necessidade de permanecer em vigilância", disse.

*Com AP, BBC e Reuters

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