Um carro-bomba explodiu nesta quarta-feira em frente ao portão da embaixada dos Estados Unidos na capital do Iêmen, Sanaa, causando várias vítimas, segundo um porta-voz do órgão americano. Falando de dentro da embaixada, Ryan Gliha disse que o ataque causou várias vítimas, mas não deu mais informações sobre o número delas ou suas nacionalidades.

Ele disse que após a primeira explosão, aconteceu uma série de outras.

Testemunhas dizem que ocorreu um tiroteio entre tripulantes de um segundo automóvel e agentes de segurança.

O ataque aconteceu às 8h30 hora local (2h30, no horário de Brasília). Gliha disse que o prédio da embaixada não foi atingido, já que se encontra relativamente distante do portão.

Elogios
Os Estados Unidos ordenaram a saída de seu corpo diplomático não essencial da embaixada iemenita no início do ano, após o prédio ter sido atacado por morteiros. Na ocasião, as bombas pareceram errar o alvo e acertaram uma escola vizinha.

O governo do país, um aliado americano na chamada "guerra contra o terror", freqüentemente responsabiliza a rede Al-Qaeda por ataques a alvos ocidentais no país.

Forças especiais americanas vêm auxiliando o governo do país a combater militantes islâmicos.

Em visita ao país no início da semana, o secretário de Defesa assistente dos Estados Unidos, Michael Vickers, elogiou os esforços do governo iemenita para "neutralizar ameaças terroristas no Iêmen".

Vickers disse que o governo Iêmen deve agora aprovar leis para impedir que "terroristas internacionais" encontrem refúgio no país.

O caso mais famoso no Iêmen de ataque atribuído a grupos extremistas com afinidades ideológicas com a rede Al-Qaeda permanece sendo o que atingiu o navio militar americano USS Cole, em outubro de 2000, matando 17 marinheiros dos EUA.

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