Embaixada dos EUA no Equador confirma saída de diplomata expulso

Quito, 20 fev (EFE).- A embaixada dos Estados Unidos no Equador confirmou hoje a saída do país de Max Sullivan, primeiro-secretário da legação diplomática e que o Governo equatoriano deu um prazo de 48 horas para que abandonasse o país por causa de uma intromissão inaceitável nos assuntos internos da nação.

EFE |

Segundo confirmou a porta-voz da embaixada, Martha Youth, à Agência Efe, Sullivan teria abandonado esta manhã o país, "dentro das 48 horas" que o Governo tinha determinado na última quarta.

"Não tenho os detalhes exatos de quando saiu, mas fizemos tudo em conformidade" com as instruções do Governo equatoriano, declarou Youth.

No dia 18 de fevereiro, o Governo do Equador anunciou a expulsão "imediata" de Sullivan por sua ingerência em assuntos de segurança do Equador, concretamente na Unidade de Investigações Especiais da Polícia (UIES).

Em entrevista ao site "Ecuadorinmediato", o ministro de Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, afirmou que o Comando Geral da Polícia determinou que Sullivan atuou de modo "inaceitável, claramente atentatório contra a dignidade do Governo do Equador e de sua Polícia".

A saída de Sullivan se junta à do adido da mesma embaixada, Armando Astorga, que também foi expulso pelo Governo após ser revelada uma carta na qual dava por encerrado um convênio "verbal" e "informal" com algumas unidades da Polícia.

A tese do Governo do presidente Rafael Correa é de que como país "soberano" não pode permitir a intromissão de autoridades de outros países em assuntos internos do Equador e, com estas medidas, pretende tornar transparentes os acordos de cooperação internacional em todos os âmbitos.

Nesse sentido, Falconí afirmou que "não existia nenhum tipo de documento oficializado por escrito que implique um plano de ação, um convênio, (...) um acordo entre as partes, alguns objetivos claros".

No dia 2 de fevereiro Correa ordenou às unidades policiais que devolvessem à embaixada todo o material que tinha sido doado pela representação diplomática, mas no trâmite não foram entregues apenas veículos e computadores, mas também informação confidencial.

Diante disto, o Governo decidiu iniciar uma investigação que, por enquanto, aponta como responsáveis um major e três capitães da Polícia Nacional. EFE ic/fal

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