Embaixada dos EUA nega que agências americanas façam política na Bolívia

La Paz, 30 out (EFE).- A Embaixada dos Estados Unidos negou que suas agências antidrogas (DEA, em inglês) e de cooperação (Usaid, em inglês) façam política na Bolívia, ao rejeitar as denúncias realizadas nesse sentido pelo presidente boliviano, Evo Morales, confirmou hoje uma fonte dessa delegação.

EFE |

A fonte disse à Agência Efe que essa postura foi fixada na quarta-feira à noite pelo encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos na Bolívia, Kris Urs, em reunião com o vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, e que hoje não acrescentarão mais comentários a respeito.

García Linera é o presidente em exercício do país devido à viagem de Morales à Venezuela e El Salvador, onde assiste à Cúpula Ibero-Americana.

"Nós estivemos aqui para conversar com o vice-presidente (sobre) a relação entre Estados Unidos e Bolívia, e também para assegurar ao Governo que a DEA e Usaid não estão fazendo nada politicamente", declarou Urs, após seu encontro com García Linera no Palácio do Governo de La Paz.

A visita de Urs aconteceu por causa das advertências lançadas por Morales de expulsar da Bolívia o DEA, porque, segundo ele, realiza ações de "controle político".

"A tarefa do Governo é dignificar os bolivianos e as bolivianas.

Se a DEA cumpre sua tarefa específica de luta contra o narcotráfico, respeitamos. Mas se a DEA dos EUA vai estar em um controle político, irá embora", disse o líder esta semana. EFE ja/an

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