Embaixada dos EUA denuncia violência contra oposição no Zimbábue

Harare, 17 abr (EFE).- A embaixada dos Estados Unidos no Zimbábue denunciou hoje que, desde as eleições gerais de 29 de março, simpatizantes da oposição foram ameaçados, agredidos, seqüestrados e inclusive assassinados.

EFE |

A denúncia está contida em uma mensagem do chefe da missão diplomática americana no país africano, James David McGee, por ocasião do dia da independência do Zimbábue, comemorado amanhã.

"Desde 8 de abril, há uma crescente evidência de que as comunidades rurais foram castigadas por seu apoio aos candidatos da oposição", diz a mensagem divulgada pela embaixada.

"Temos relatórios inquietantes que confirmam ameaças, golpes, seqüestros, incêndios em casas e inclusive assassinatos em várias regiões do país", acrescenta a nota.

No entanto, o embaixador não diz quantos são os incidentes denunciados nem os lugares onde aconteceram.

McGee também se uniu à comunidade internacional para forçar a Comissão Eleitoral a tornar público o resultado das eleições presidenciais de 29 de março, que ainda não foi divulgado, nem sequer parcialmente.

"Cerca de três semanas depois das eleições, os resultados ainda não foram conhecidos, a economia continua em queda e, para muitos, a esperança está acabando", acrescentou o diplomata.

Na véspera da comemoração da independência, McGee declarou que "o que deveria ser uma data de orgulho e alegria para os zimbabuanos está sendo ofuscada pela incerteza e pelo medo".

Os EUA estão entre os países que acusam o regime do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, no poder desde 1980, de apoiar a oposição, mas as denúncias mais graves estão endereçadas à antiga metrópole, o Reino Unido.

A oposição denunciou que nos últimos dois dias dezenas de militantes do Movimento para Mudança Democrática (MDC, em inglês) foram detidos por forças de segurança e acusados de perturbar a ordem pública.

O MDC também informou do assassinato de dois de seus partidários, mas a Polícia afirmou que se trata de crimes comuns, sem motivação política. EFE ag/wr/fb

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