Embaixada dos EUA autoriza saída do Sudão de pessoal não imprescindível

Cartum, 10 mar (EFE).- A Embaixada dos Estados Unidos no Sudão anunciou hoje que autorizou a saída do país do pessoal da sede diplomática que não for estritamente necessário, por causa da contínua possibilidade de atos hostis contra residentes estrangeiros.

EFE |

Em comunicado, a Embaixada americana diz também que o Departamento de Estado recomenda aos americanos adiar qualquer viagem ao Sudão, devido às "condições incertas sobre sua segurança".

"O Governo do Sudão expulsou recentemente do país vários grupos de assistência, e altos funcionários acusaram publicamente seus funcionários de ser espiões", acrescenta a nota diplomática.

A expulsão de mais de dez ONGs foi revelada em 4 de março, no mesmo dia em que o Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou, em Haia, que tinha emitido uma ordem de detenção contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir, para processá-lo por crimes de guerra e de lesa-humanidade devido ao suposto envolvimento no conflito armado em Darfur.

"O Departamento de Estado autorizou a saída de pessoal que não for de emergência na embaixada em Cartum, assim como de seus parentes, até nova ordem", acrescenta a nota da embaixada.

A sede diplomática referiu-se também à "retórica contra o Ocidente" que surgiu nas manifestações ocorridas no Sudão em apoio a Bashir.

"Há uma contínua possibilidade de que os protestos que estão acontecendo possam fomentar ações violentas contra europeus e americanos", diz a embaixada, em seu comunicado. EFE az-ag/an

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