Embaixada chinesa no Sudão recebe cadáveres de 3 seqüestrados

Cartum, 28 out (EFE).- A embaixada da China em Cartum recebeu os cadáveres de três dos nove chineses seqüestrados no Sudão no dia 18 de outubro, confirmaram hoje à agência Efe fontes desta representação diplomática.

EFE |

Os seqüestrados eram empregados da companhia estatal chinesa de petróleo Sinopec.

Embora ontem autoridades sudanesas afirmassem que cinco dos nove reféns tinham sido assassinados, mais tarde o Governo chinês rebaixou esse número a quatro e agora, fontes da embaixada chinesa assinalam que só receberam os corpos de três, sem dar mais explicações.

Apesar desta confusão de dados, o Executivo sudanês ainda não confirmou nem negou oficialmente nenhum dos dois últimos números.

O embaixador chinês Li Chang Wan recebeu três cadáveres na zona das jazidas petroleiras de Hayliy, no sul da região de Kurdufán, vizinha à de Darfur, no oeste do Sudão.

Por outro lado, as fontes da embaixada afirmaram que há três reféns vivos, dois em bom estado de saúde e outro ferido com uma faca por seus seqüestradores, que também foram transferidos a Cartum para viajar para Pequim.

As fontes revelaram também que as forças de segurança sudanesas comunicaram à embaixada chinesa que ainda restam outros três seqüestrados em paradeiro desconhecido.

Esta versão se contradiz com a dada ontem à noite pelo porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Sudão, Ali Al Sadeq, segundo o qual forças de segurança sudanesas encontraram os cadáveres de cinco dos nove reféns chineses em Kurdufán.

O responsável sudanês disse em comunicado que junto aos cadáveres foram achados outros dois reféns feridos, e que o grupo de seqüestradores levou aos outros dois cidadãos chineses.

Por sua parte, as autoridades chinesas, após confirmarem em princípio cinco mortos, reduziram mais tarde o número a quatro, e acrescentaram que há quatro reféns vivos e um desaparecido.

O Governo do Sudão responsabilizou pelo seqüestro a organização insurgente de Darfur Movimento da Justiça e da Igualdade (MJI) que acusa de atuar como um grupo terrorista.

Também reiterou hoje que as tropas sudanesas não tentaram libertar os reféns por força, por isso não ocorreu nenhum confronto com os seqüestradores. EFE az/jp

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