Em visita ao Oriente Médio, Obama busca aproximação com muçulmanos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, embarcou na noite desta terça-feira para a Arábia Saudita, primeira parada de visita oficial ao Oriente Médio e à Europa. Depois de se encontrar com o rei saudita Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, em Riad, ele segue para o Egito, onde deve se reunir com o presidente Hosni Mubarak, na quinta-feira.

BBC Brasil |

Também na quinta-feira, Obama visitará a Universidade do Cairo, onde deve fazer um aguardado discurso para o mundo islâmico.

De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em seu discurso, Obama procurará demonstrar "que os Estados Unidos buscam um relacionamento diferente" com o mundo muçulmano.

Durante a campanha à Presidência, Obama havia afirmado que, caso eleito, faria um discurso aos muçulmanos na capital de um país islâmico.

Esta é a primeira viagem oficial de Obama ao Oriente Médio desde que ele tomou posse, em janeiro deste ano.

Negociações
Segundo o correspondente da BBC para assuntos diplomáticos, Jonathan Marcus, além de tentar melhorar a imagem dos EUA no mundo islâmico, Obama também pretende avançar nas negociações para um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

A Arábia Saudita, tradicional aliado dos EUA, é um dos únicos países da região com um plano de paz abrangente para as relações entre o mundo árabe e Israel, segundo Marcus.

Além disso, o governo egípcio está intimamente ligado à questão palestina e tem agido como intermediário entre Israel e o grupo militante Hamas para os conflitos na Faixa de Gaza.

A viagem de Obama não inclui uma visita a Israel. Mas, pouco antes de partir, nesta terça-feira, Obama se encontrou com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, em Washington.

A reunião aconteceu a portas fechadas, mas informações dão conta de que o presidente americano reiterou o pedido para que Israel suspenda a construção em assentamentos na Cisjordânia.

Israel tem resistido a interromper as atividades de construção nos assentamentos, que são considerados pelos líderes palestinos como um dos maiores obstáculos à paz na região.

Depois do Egito, Obama segue para a Alemanha, onde deve se encontrar com a chanceler Angela Merkel e visitar o campo de concentração de Buchenwald.

No sábado, Obama segue para a França, onde participará, junto com o presidente Nicolas Sarkozy e o herdeiro do trono britânico, príncipe Charles, das comemorações do Dia D na Normandia.

"Mensagem sangrenta"
Nesta terça-feira, uma mensagem atribuída ao segundo homem no comando da rede Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, foi publicada em um website ligado aos extremistas.

Na mensagem de áudio, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, o líder da Al-Qaeda chama Obama de "criminoso" e afirma que ele não será bem-vindo no Egito.

Ele ainda classificou as campanhas dos EUA no Iraque e Afeganistão como "sangrentas" e pediu aos muçulmanos que não deem atenção às mensagens de Obama.

"As mensagens sangrentas (de Obama) estão sendo recebidas e não serão ocultadas por campanhas de relações públicas, visitas teatrais ou palavras educadas", diz a mensagem, em uma referência ao discurso que Obama fará no Cairo.

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