Em visita ao Brasil, ministro do Irã defende julgamento de Israel por crimes de guerra

O ministro de Cooperativas do Irã, Mohammad Abbasi, entregou nesta sexta-feira ao Assessor de Assuntos Internacionais da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, uma carta a ser entregue ao presidente Lula na qual fala sobre os ataques praticados por Israel à faixa de Gaza nas últimas semanas.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |


Abbasi foi enviado ao Brasil em missão especial ordenada pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e deve visitar, nos próximos dias, os presidentes do Equador e da Bolívia.

Em coletiva de imprensa concedida no final da tarde de hoje, Mohammad Abbasi disse que o pensamento do Brasil e do Irã sobre o conflito na Faixa de Gaza é semelhante e que em certos momentos históricos é muito importante haver cooperação entre nações amigas.

Na opinião do ministro iraniano, é necessário que se faça o cessar-fogo imediatamente, sob pressão internacional", além do "recuo do regime invasor da Faixa de Gaza e a reabertura de todos os acessos para ajuda humanitária ao povo oprimido da Palestina.

Abbasi ressaltou ainda que o governo do Irã defende o Hamas como um governo eleito democraticamente, com direito legítimo de defender seu povo política e militarmente, e ressaltou a necessidade do julgamento de Israel por crime de guerra pela Corte Internacional.

A matança do povo inocente e das autoridades palestinas é considerada um crime de guerra. O governo da República Islâmica do Irã preparou um projeto neste sentido. Os juristas e defensores dos Direitos Humanos no cenário internacional trabalharão para que os líderes sionistas sejam julgados nos tribunais internacionais como criminosos de guerra, diz o texto entregue pela Embaixada do Irã a jornalistas.

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