Jenin, 8 nov (EFE) - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, visitou hoje a cidade cisjordaniana de Jenin, onde reconheceu os esforços da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para fazer avançar o processo de paz e melhorar a segurança e qualidade de vida da população.

"Ainda sob difíceis circunstâncias, este é um lugar de esperança e exemplo de onde se esboça um Estado palestino", disse Rice em entrevista coletiva no hospital governamental de Jenin, junto ao primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad.

Rice visitou as instalações do hospital e se emocionou ao percorrer a maternidade, onde cumprimentou as mães e seus bebês recém-nascidos.

Na visita, ela esteve acompanhada por Fayyad, pelo ministro de Saúde da ANP, Fathi Abu Mahdi, pelo titular de Planejamento, Samir Abdallah, pelo governador de Jenin e por funcionários da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, em inglês).

As medidas de segurança implantadas na cidade hoje foram excepcionais e todas as visitas ao hospital foram suspensas durante a permanência de Rice no local.

A secretária de Estado também louvou os organismos de segurança do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, por suas conquistas na hora de fazer cumprir a lei e a ordem nesta cidade do norte da Cisjordânia.

Jenin foi palco de inúmeros confrontos entre milicianos palestinos e soldados israelenses, e seu campo de refugiados sofreu uma das operações mais devastadoras do Exército de Israel em plena Intifada de Al-Aqsa, em 2002.

Apesar de a chefe da diplomacia dos EUA ter visitado a região em 19 ocasiões, sempre costumava ir de Jerusalém para a cidade cisjordaniana de Ramala para se reunir com os dignitários palestinos por algumas horas antes de retornar à cidade santa.

Sua visita de hoje a Jenin faz parte da campanha para lutar contra a criminalidade e acabar com o reinado de milícias como as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa - vinculadas ao Fatah -, a Jihad Islâmica e o Hamas, a fim de reforçar a segurança na região.

Os Estados Unidos participam junto à comunidade internacional das políticas destinadas a reformar as instituições palestinas, para encurtar o caminho rumo ao estabelecimento do futuro Estado palestino.

As reformas das instituições de segurança e justiça atendem à primeira fase do "Mapa de Caminho", o plano de paz elaborado pelo Quarteto para o Oriente Médio destinado a resolver o conflito entre palestinos e israelenses.

Esta campanha se intensificou depois que o movimento islâmico Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza em junho de 2007.

Desde então, em uma tentativa de evitar que a mesma situação ocorra na Cisjordânia, as forças de segurança leais a Abbas detiveram vários membros da facção rival islâmica.

Além disso, a maior parte dos milicianos e guerrilheiros que participavam da resistência contra Israel nos primeiros anos da revolta morreram nas mãos do Exército israelense, estão presos ou aceitaram os termos de uma anistia oferecida por Israel e apoiada por Abbas.

Apesar do notável aumento da segurança nesta cidade, Israel continua efetuando operações noturnas de milicianos com o argumento de que os organismos palestinos não fazem o suficiente para controlá-los, o que causa atrito com altos oficiais da ANP que acusam Israel de menosprezar sua autoridade. EFE fn/ab/db

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