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Em visita a Israel, Obama diz que Estado é um milagre que precisa de ajuda

JERUSALÉM - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontra com líderes nesta quarta-feira (23) e promete um sólido apoio a Israel. A visita tem como objetivo conquistar o eleitorado judeu nos EUA.

Redação com Reuters |

"Estou aqui nesta viagem para reafirmar a relação especial entre Israel e os EUA, ao manter o compromisso com sua segurança, e a minha esperança de que eu possa servir como um parceiro efetivo, seja como senador ou presidente, para trazer uma paz mais duradoura à região", afirmou.

"O milagre que floresceu"

O senador de Illinois teve discretos encontros com líderes palestinos, entre eles, o presidente de Israel, Shimon Peres. Nesta ocasião, Obama disse que o país é "um milagre que floresceu" desde sua criação, há 60 anos. Mais tarde, usando um solidéu, ele depositou flores brancas no memorial do Holocausto Yad Vashem.

"Que nossos filhos venham aqui e conheçam esta história, para que possam somar suas vozes aos que proclamam 'nunca mais''', escreveu Obama no livro de visitantes do museu.

Encontro com líderes

Ele também esteve com o ministro da Defesa, Ehud Barak, e com o líder oposicionista Benjamin Netanyahu. Mais tarde, ainda iria se reunir com a chanceler Tzipi Livni e com o primeiro-ministro Ehud Olmert.

Obama também foi a Ramallah, na Cisjordânia, onde passou uma hora com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e com seu primeiro-ministro, Salam Fayyad.

Mas ele evitou dar muito destaque ao fato e não fez declarações posteriores. Segundo seus assessores, Obama iria divulgar mais tarde uma nota a respeito.

Centenas de policiais palestinos, armados com rifles automáticos, patrulhavam as ruas de Ramallah quando sua comitiva chegou. No caminho desde Jerusalém, o candidato passou pelo muro que separa a Cisjordânia de Israel e também por assentamentos judaicos, dois itens espinhosos no processo de paz da região.

Antes da visita, o negociador palestino Saeb Erekat disse torcer por um acordo com Israel ainda durante o mandato do presidente George W. Bush nos EUA, que vai até janeiro. Caso isso não seja possível, ele espera que o novo presidente norte-americano "mantenha o rumo" e busque a paz de forma "séria e expedita".

Declarações anteriores

Em junho, Obama desagradou os palestinos ao dizer, num evento judaico, que Jerusalém deveria ser a capital 'não-dividida' de Israel.

Os palestinos reivindicam como capital de seu futuro Estado a parte oriental de Jerusalém, que foi anexada por Israel sem reconhecimento internacional. Israel diz que Jerusalém é sua capital 'eterna e indivisível'.

Posteriormente, Obama disse que se expressou mal em seus comentários.

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