Em um dia, Itália recebe quase mil imigrantes ilegais

ROMA - Mais de mil imigrantes ilegais chegaram hoje às praias do sul da Europa, nos litorais de Espanha, Malta e Itália, onde foi registrado um novo naufrágio perto da Sicília, com a morte de duas mulheres.

Redação com Ansa |

EFE
Barco com imigrantes ilegais chega à Lampedusa, porto de entrada da Itália

Cerca de 900 imigrantes foram interceptados pela Marinha italiana na costa da ilha de Lampedusa, no sul da Sicília, enquanto dez barcos com 91 pessoas a bordo chegaram nas últimas 48 horas a Alicante e Múrcia, na costa da Espanha.

Segundo fontes da Guarda Civil, as pessoas são provenientes da Argélia. O Ministério do Interior espanhol disse que apesar do aumento no fluxo de imigrantes ilegais argelinos, o número de desembarques no país reduziu em relação a 2007.

Cerca de 400 imigrantes ilegais serão levados hoje mesmo para outros locais de abrigo da Itália, já que o centro de recepção de Lampedusa pode abrigar somente 600 pessoas.

"Lampedusa está de joelhos! É hora de dizer basta e encontrar soluções que não se referem somente ao fenômeno da imigração clandestina, mas também às exigências dos habitantes da ilha", declarou o prefeito da cidade, Bernardino De Rubies, que pediu uma "visita urgente" do ministro do Interior italiano, Roberto Maroni.

O ministro do Interior afirmou hoje que "os desembarques não são evitados com um decreto-lei, mas com a ativação do acordo com a Líbia (que prevê o patrulhamento italiano nas águas do país ao norte da África).

Isso, porém, não pode ser feito sem autorização. Assim que a Líbia der a autorização, não haverá mais desembarques em Lampeduza", assegurou o ministro.

Estado de emergência

Na sexta-feira passada, 25, o Conselho de Ministros da Itália aprovou a declaração de estado de emergência em "todo o território nacional , devido ao persistente e excepcional afluxo de cidadãos estrangeiros", não pertencentes à União Européia (UE).

A decisão tem o objetivo de "potencializar as atividades de contraste e de gestão do fenômeno", informou um comunicado divulgado pelo governo. 

A proposta de ampliar o estado de emergência a todo o país foi feita pelo ministro do Interior, Robert Maroni. "A emergência pela imigração havia começado em 2002, mas havia sido limitada a quatro regiões", acrescentou. 

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