Em último encontro com Abbas, Bush diz que muito foi feito por paz no O.Médio

Washington, 19 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, disse hoje, em sua última reunião com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que "muitos progressos" foram registrados no Oriente Médio nos últimos anos.

A reunião, que é parte de uma série de encontros com os quais Bush vem se despedindo de vários líderes mundiais, teve um tom decididamente nostálgico, a apenas um mês da posse de seu sucessor, o democrata Barack Obama.

Em declarações à imprensa no começo do encontro, realizado na Casa Branca, Bush afirmou que o processo de paz rendeu "uma boa quantidade de progressos", embora o ano esteja terminando sem um acordo definitivo entre israelenses e palestinos.

No ano passado, durante a conferência de paz em Annapolis (Maryland), Bush se comprometeu a conseguir um acordo de paz entre ambas as partes antes do fim do seu mandato.

Bem mais relaxado, o presidente em fim de mandato lembrou que a primeira vez que se reuniu com Abbas foi junto ao Rio Jordão.

"Não há como não refletir em como (desde então) avançou o processo para o alcance da paz na Terra Santa", declarou Bush, que acrescentou que, "sem dúvida, esse é um desafio complicado".

"Mas de todos os modos, as pessoas devem reconhecer que obtivemos uma boa quantidade de progressos".

Isso, afirmou o chefe de Estado americano, tem "muito a ver com a liderança" de Abbas.

Por sua vez, o presidente da ANP devolveu os cumprimentos ao agradecer o envolvimento do americano no processo de paz.

"Sempre lembraremos seus esforços para promover o processo de paz", declarou Abbas, segundo quem Bush foi o primeiro presidente a aceitar a solução de dois Estados, um israelense e outro palestino, convivendo em paz.

O presidente da ANP também expressou o compromisso de seu povo com a continuidade dos esforços para o alcance de um acordo de paz com Israel.

"Não há dúvidas de que daremos continuidade a esses esforços e às negociações de paz" com base no que foi conseguido durante o mandato de Bush, acrescentou.

Abbas aproveitou a oportunidade para dizer que também está certo de que os esforços em prol da paz no Oriente Médio continuarão durante o mandato de Obama.

"Temos confiança de que estes esforços serão repassados ao novo Governo, que continuará fazendo sua parte no que diz respeito ao processo de paz", destacou.

Em suas declarações, nenhum dos dois presidentes fez referência ao anúncio do movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza e que declarou fim à trégua com Israel.

"O cessar-fogo temporário com Israel terminou oficialmente e Israel é plenamente responsável por seu fim. Se Israel aumentar seus ataques, estamos preparados para defender nosso povo", disse o Hamas em uma nota divulgada às 6h (2 de Brasília), momento em que a trégua expirou.

De 19 de junho até ontem à noite, as milícias palestinas tinham se comprometido a suspender o lançamento de foguetes e bombas contra Israel, que, por sua vez, havia aceito pôr fim a seus ataques a Gaza e levantar progressivamente o bloqueio à faixa territorial, segundo os termos do cessar-fogo.

Durante os quatro primeiros meses da trégua, ambas as partes conseguiram evitar os confrontos, apesar de Israel não ter amenizado em quase nada o cerco a Gaza.

Porém, no começo de novembro, uma operação militar israelense no território palestino acabou com a vida de seis membros do Hamas.

Desde então, os grupos armados palestinos dispararam mais de 200 foguetes e bombas contra o Estado judeu, sem causar vítimas.

Israel, por sua vez, retomou os ataques, que mataram cerca de 20 palestinos - em sua maioria milicianos -, e, pela maior parte do tempo, manteve as passagens fronteiriças fechadas. EFE mv/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG