Em Seul, Obama pede fim de 'provocações' da Coreia do Norte

Líder americano disse que EUA estão dispostos a ajudar economia norte-coreana se país abandonar programa nuclear

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta quinta-feira a Coreia do Norte por seguir um caminho de "confrontação e provocação" que aumenta seu isolamento e agrava a situação de pobreza dos moradores. Obama afirmou que os EUA estão dispostos a conceder ajuda econômica ao país se o governo norte-coreano abandonar seu programa nuclear.

Reuters
Obama cumprimenta o presidente da Coreia so Sul, Lee Myung-bak, observado pela primeira-dama Kim Yoon-ok; líder americano está em Seul para reunião do G20

"A Coreia do Norte deve responder às preocupações da Coreia do Sul e cumprir sua obrigação de eliminar seu programa de armas nucleares", afirmou Obama ao lado do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, em Seul, onde participa da reunião do G20. "Só cumprindo suas responsabilidades, e não ameaçando os outros, a Coreia do Norte irá encontrar respeito e segurança".

Obama afirmou, ainda, que a mudança de comportamento do governo norte-coreano faria com que os EUA ajudassem o país economicamente. "Junto com nossos parceiros sul-coreanos e internacionais, os Estados Unidos estão preparados para oferecer assistência econômica à Coreia do Norte e ajudá-la a se integrar à comunidade internacional, desde que cumpra suas obrigações", acrescentou.

O líder americano pediu ao presidente chinês, Hu Jintao, que use sua influência sobre Pyongyang para convencer o recluso regime a evitar gestos provocativos contra a Coreia do Sul.

As tensões na península aumentaram em 2010 por causa do naufrágio, em março, de uma corveta sul-coreana, com saldo de 46 mortos. Washington e Seul acusaram a Coreia do Norte de ter torpedeado o navio. Pyongyang negou. A China se recusou a tomar partido na questão do naufrágio da corveta Cheonan. A ONU, sob pressão de Pequim, só condenou o acidente, sem apontar culpados. Seul inicialmente exigia um pedido de desculpas do Norte pelo naufrágio, mas agora autoridades sul-coreanas dizem que isso não será mais um pré-requisito.

Posteriormente, a Coreia do Norte disse que desejava retomar o diálogo internacional sobre seu desarmamento, o qual Pyongyang abandonou há dois anos. Mas EUA e Coreia do Sul disseram que a pré-condição para isso seria o Norte demonstrar sinceridade nas suas promessas de desarmamento.

Com Reuters e AP

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