gesto de boa vontade , Israel decide libertar 150 presos palestinos - Mundo - iG" /

Em gesto de boa vontade , Israel decide libertar 150 presos palestinos

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, decidiu, nesta quarta-feira, em reunião com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, libertar 150 presos palestinos em 25 de agosto, como gesto de boa vontade, anunciou à imprensa o negociador palestino Saeb Erekat.

EFE |

Gali Cohen, porta-voz de Olmert, tinha confirmado antes à Agência EFE o compromisso de libertação, mas sem precisar a quantidade e identidade dos palestinos que serão libertados.

Segundo Erekat, Israel mantém presos cerca de 11 mil palestinos e a lista dos que deixarão a prisão será determinada por um comitê misto liderado pelo vice-primeiro-ministro israelense, Haim Ramon.

De todos eles, Abbas pediu hoje a Olmert a libertação do carismático dirigente do Fatah Marwan Barghuti, que cumpre prisão perpétua em Israel, de acordo com Erekat.

Barghuti é considerado o futuro substituto de Abbas à frente do Fatah, principal movimento da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), do qual não faz parte o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Os negociadores palestinos também pediram a soltura de Ahmed Saadat, dirigente da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP, integrado à OLP), que é vinculado por ao assassinato do ministro de Turismo Rehavam Ze'evi em 2001 em Jerusalém, explicaram fontes ligadas a Abbas.

O presidente do Parlamento palestino e membro do Hamas, Abdel Aziz Dweik, preso há dois anos, também teve sua libertação solicitada por Abbas.

Dweik, um dos mais de 40 deputados do Hamas presos por Israel, foi hospitalizado várias vezes na prisão e sua família está proibida de visitá-lo, informa hoje a agência palestina "Ma'an".

A princípio, será a menor libertação efetuada por Israel no último ano para fortalecer Abbas perante seu povo.

Em dezembro, por causa do reatamento do diálogo de paz, Israel libertou 429 presos palestinos e, há um ano, fez o mesmo com outros 256 para apoiar Abbas frente ao Hamas, que tomou à força o controle da Faixa de Gaza.

No entanto, caso desta vez Barghuti esteja entre os escolhidos, a libertação será, sem dúvida, a mais importante.

Até agora, os analistas especulavam que Abbas não tinha interesse em impulsionar a libertação de Barghuti por se tratar de um líder popular capaz de fazer sombra a ele no Fatah, apesar de seu nome ter aparecido em listas anteriores.

Porém, sua eventual libertação poderia ser também uma conquista para Abbas diante da opinião pública que percebe como Israel abre mais facilmente as portas dos presídios para recuperar seus soldados capturados pela força do que pela via da negociação pacífica.

Reunião entre líderes

A reunião de hoje, em Jerusalém, entre os dois líderes foi a primeira desde que Olmert anunciou, na semana passada, que abandonará seu cargo em setembro, após renunciar a participar das próximas primárias de seu partido, o Kadima, já que está envolvido em um escândalo de corrupção.

Cohen disse que, no encontro, não foi discutido o futuro das negociações de paz lançadas em Annapolis (EUA) em novembro do ano passado após Olmert deixar o poder.

Segundo ele, "a reunião foi centrada na libertação dos presos e o ambiente foi bom". Cohen dise ainda que "foram repassadas também as conquistas das diferentes reuniões" mantidas na semana passada, em Washington, por negociadores israelenses, palestinos e americanos.

Como de costume, uma parte do encontro foi entre Olmert e Abbas em particular e outra com os chefes das respectivas equipes negociadoras, o ex-primeiro-ministro da ANP Ahmed Qorei e a chanceler israelense, Tzipi Livni, que desponta como a favorita para assumir a chefia de Governo de Israel.

Leia mais sobre: Israel - palestino

    Leia tudo sobre: israelpalestino

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG