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Em queda livre nas pesquisas, Palin encara seu único debate

César Muñoz Acebes. Saint Louis, 2 out (EFE).- A lua-de-mel da republicana Sarah Palin com os americanos terminou, dizem as pesquisas, e a governadora do Alasca terá que suar para demonstrar sua capacidade hoje, no debate contra seu rival pela Vice-Presidência de EUA, o democrata Joseph Biden.

EFE |

O debate, único entre os candidatos a vice-presidente antes das eleições de 4 de novembro, será travado no ginásio da Universidade Washington, em Saint Louis, no Missouri.

O frescor, a energia e a boa estampa de Palin deram um impulso claro à candidatura presidencial de John McCain há cinco semanas, mas, desde então, as coisas não vêm bem para ela.

Atualmente, cerca de 60 % dos americanos acham que Sarah Palin não tem experiência suficiente para assumir a Presidência, caso seja necessário, de acordo com pesquisa divulgada hoje pelo jornal "Washington Post" e pela rede de televisão "ABC".

Na mesma pesquisa, metade dos eleitores se disseram preocupados com a idade de John McCain, de 72 anos. O republicano é o candidato mais idoso a tentar a Casa Branca pela primeira vez.

Para piorar, dentro desta metade, 85 % acham que Palin, de 44, carece de experiência para substituí-lo.

Os resultados deste levantamento confirmam a tendência apontada por outra pesquisa divulgada ontem pelo Centro Pew, na qual somente 37 % dos entrevistados afirmaram que Palin conta com as qualificações necessárias para ser presidente.

Em seu currículo estão menos de dois anos como governadora do Alasca, a Presidência de uma comissão estadual petrolífera e a Prefeitura de Wasilla, cidade com menos de 7.000 habitantes.

A pouca experiência de Palin não parecia preocupar o eleitorado inicialmente, mas seu mau desempenho nas únicas três entrevistas que concedeu fez com que sua imagem entrasse em queda livre.

Alguns comentaristas de tendência republicana chegaram a pedir que se retirasse a candidatura de Palin, o que colocou a campanha do partido claramente na defensiva.

"Tenho total confiança nela", defendeu hoje McCain na "CNN".

"Tem mais experiência e capacidade de liderança do que o senador (Barack) Obama e o senador Biden juntos", acrescentou.

Além dos fiascos de Palin, a campanha republicana foi fortemente atingida pela crise financeira.

No próprio Missouri que sedia o debate - um estado tradicionalmente republicano - a clara vantagem que favorecia McCain reduziu-se à margem de erro das pesquisas.

Neste contexto, a prioridade de Biden no debate será evitar erros e não pressionar demais sua rival, para não passar a impressão de ser um homem com grande experiência que esmaga uma mulher, opinam os analistas.

"Será difícil para ele contradizer diretamente Palin ou discutir com ela", afirmou James Pfiffner, professor de política da Universidade George Mason.

É provável, por isso, que Biden concentre suas críticas em McCain.

Palin, por sua vez, também sabe atacar com um sorriso, como demonstrou em seu discurso de aceitação da candidatura à Vice-Presidência, durante a convenção republicana.

Passou, então, a imagem de uma mulher comum com a qual muitos eleitores se identificaram.

"Ela traz ao debate algo que ninguém mais apresenta. Tem cinco filhos e é uma pessoa que faz suas compras ela mesma, em vez de mandar seus assistentes", disse Douglas Holz-Eakin, assessor econômico da campanha republicana.

A declaração foi dada logo após um debate hoje em que Holz-Eakin enfrentou Austin Goolsbee, assessor econômico da campanha de Obama, no Museu de História de Saint Louis.

Assim como no confronto da semana passada entre os candidatos a presidente, a crise financeira pesará muito no choque de hoje entre Biden e Palin.

Holz-Eakins antecipou alguns dos argumentos que previsivelmente usará a republicana.

"O sistema regulador falhou. Não se aplicaram adequadamente as normas e a supervisão está excessivamente fragmentada", opinou o economista.

Goolsbee, por sua parte, jogou parte da culpa da crise em McCain, por impulsionar a desregulação da economia durante seus 25 anos no Congresso.

"McCain sofreu uma conversão em meras 24 horas e agora diz que quer uma reforma das regulações e a aplicação das normas", disse Goolsbee. EFE cma/jp/plc

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