Em protesto, exilados cubanos ocupam consulado do Brasil em Miami por uma hora

Um grupo de exilados cubanos ocupou nesta sexta-feira, durante uma hora, o consulado do Brasil em Miami. O objeto do protesto, que aconteceu de forma pacífica, foi denunciar a cumplicidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no assassinato do preso político Orlando Zapata Tamayo.

EFE |


Cerca de 15 integrantes da Assembleia da Resistência, entre ex-presos políticos cubanos e membros de organizações do exílio, entraram nas instalações do consulado do Brasil e ocuparam uma das salas enquanto exclamavam: "Lula, cúmplice!", "Vergonha para Lula!" e "Viva Orlando Zapata Tamayo!".

"Lula é cúmplice da ditadura castrista e do assassinato de Orlando Zapata", expressou Orlando Gutiérrez, diretor do Diretório Democrático Cubano, que liderava o grupo que entrou no consulado brasileiro.

Gutiérrez ressaltou que o objetivo da ocupação era pôr em evidência a "vergonha que representa para o Brasil o fato de Lula aparecer abraçado aos irmãos Castro no momento em que estão assassinando um homem pelo mero fato de discordar".

AFP
Fidel e Lula se encontram em Havana

Fidel e Lula se encontram em Havana, na quarta-feira

O presidente brasileiro se reuniu com Raúl e Fidel Castro na quarta-feira, dia seguinte da divulgação da morte de Orlando Zapata como consequência de uma greve de fome de 85 dias.

O grupo de exilados, pertencentes a organizações como Plantados e Madres y Mujeres Antirepresión por Cuba (MAR), entregou ao cônsul brasileiro, Luiz Augusto de Araújo Castro, uma foto na qual Lula abraça Fidel Castro, com a imagem de Zapata Tamayo impressa entre os dois.

No verso da fotografia se lê: "Fidel Castro, assassino; Lula, cúmplice". A imagem, que o grupo pediu que o cônsul entregue ao presidente, "deve envergonhar Lula".

"Não há melhor documento que o rosto do prisioneiro político que ia ser assassinado pelo regime castrista", disse a presidente da MAR, Sylvia Iriondo. "O caso de Orlando mostra a trajetória e história de crimes e violações perpetradas pelo castrismo", disse.

Sylvia denunciou que "ainda restam muitos presos políticos cubanos em condições críticas", ao mesmo tempo que pediu à comunidade internacional para que não tolere a "impunidade e falta de vergonha" do regime de Havana.

Gutiérrez explicou que a ação de hoje é o "começo de uma campanha para alertar o povo brasileiro de que as ações de Lula são prejudiciais para o povo cubano".

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