Em Portugal, Chávez critica EUA e ordem financeira internacional

Lisboa, 27 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou hoje o que chamou de farsa do sistema financeiro internacional e disse esperar que o próximo Governo dos Estados Unidos o respeite, durante a assinatura de um acordo de compra de um milhão de computadores portáteis de Portugal.

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Chávez, que elogiou a relação entre Caracas e Lisboa e o primeiro-ministro português, José Sócrates, assinou uma dezena de convênios pelos quais Portugal também venderá 50 mil casas pré-fabricadas à Venezuela e participará de projetos de eletricidade e gás natural.

Diante de Sócrates e de vários ministros dos dois países, Chávez fez um discurso de meia hora no qual elogiou o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos chefes de Estado equatoriano, Rafael Correa, e boliviano, Evo Morales, e afirmou que há uma "revolução em andamento" no continente americano.

Chávez também se mostrou crítico com o sistema econômico internacional e disse que a atual crise financeira é uma ocasião para "sepultar o fundamentalismo do mercado".

Sobre o processo eleitoral nos EUA, ele expressou seu desejo de que o futuro Governo de Washington "possa conversar direito com respeito".

Chávez ainda se queixou de que "a maioria dos líderes europeus não têm uma idéia exata do que acontece na Venezuela e na América Latina" e da atual "revolução democrática" no continente.

O presidente venezuelano disse que Morales "está resistindo sob fogo" na Bolívia e elogiou Lula e a boa relação que os une.

Entre a dezena de acordos assinados hoje em Lisboa, estão convênios para que a empresa portuguesa Lena venda 50 mil casas populares pré-fabricadas, 15 mil delas produzidas em Portugal e outras 35 mil na Venezuela através de um projeto de formação e transferência de tecnologia.

No entanto, o principal acordo assinado é o da venda de um milhão de computadores de um modelo destinado a estudantes de países em desenvolvimento, que Portugal entregará à Venezuela em várias fases a partir de dezembro. EFE arm/wr/rr

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