Em Paris, chanceler israelense rejeita apelos por cessar-fogo em Gaza

A ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni, rejeitou os apelos a um cessar-fogo imediato em Gaza, depois de se encontrar, em Paris, com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Na opinião de Livni, uma trégua permitiria ao Hamas reagrupar-se.

AFP |


Livni ficou uma hora no Palácio do Eliseu e reiterou que Israel decidirá suspender suas operações militares contra a Faixa de Gaza "quando chegar o momento".

"A decisão sobre se a operação cumpriu com seus objetivos será tomada pelas avaliações diárias que fazemos", declarou Livni.

"Tomaremos nossa decisão quando chegar o momento", destacou, evocando principalmente a convicção de que o governo israelense precisará ter clara a situação de que o "Hamas compreendeu que já basta".

"Nesta operação, Israel diferencia a guerra contra o terrorismo, contra os membros do Hamas, da população civil. Ao fazer isso, mantemos a situação humanitária na Faixa de Gaza exatamente como deveria ser", afirmou. "Entendemos que durante a operação contra o Hamas, precisamos facilitar a vida da população civil", afirmou.

Com o registro de mais de 400 mortos na Faixa de Gaza causados por seus bombardeios, Israel vem sendo pressionada pela comunidade internacional a suspender a ofensiva que vem causando numerosas vítimas civis.

"A impressão, aqui, é a de que Israel não quer um cessar-fogo. Não é bem assim", disse Livni numa entrevista ao canal de televisão francês I-tele antes da visita ao Eliseu. "A condição para um cessar-fogo está ligada a que o Hamas interrompa os lançamentos de foguetes contra civis israelenses", acrescentou.

Logo ao chegar a Paris, a chanceler israelense se encontrou com o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, que, por sua vez, participou durante a semana de um encontro com os chanceleres da UE para pedir o cessar-fogo.

Segundo Livni "enquanto o Hamas dominar a Faixa de Gaza as perspectivas de paz são remotas". Livni agradeceu ao presidente Sarkozy por sua compreensão. "(Ele) está a par da situação de complexidade de nossa região, entende a natureza da ameaça enfrentada por Israel", disse.

"Juntos, tentaremos ver qual será a melhor estratégia, a melhor tática para alcançar esse objetivo, levando em conta que não se trata de um problema israelense, mas que de certa maneira Israel está na primeira fila do mundo livre e é atacado porque representamos os valores do mundo livre, do qual a França faz parte", concluiu a chanceler.

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